Liana Cirne Lins: "depois de criminalizar a política, a Lava Jato quer criminalizar a advocacia"

“É uma clara violação ao Estado Democrático de Direito. Depois de criminalizar a política a Lava Jato quer criminalizar a advocacia”, disse a jurista Liana Cirne Lins ao condenar a determinação do juiz Marcelo Bretas no mandado de busca no escritório de Cristiano Zanin, advogado do ex-presidente Lula

Liana Cirne Lins, Cristiano Zanin e Marcelo Bretas
Liana Cirne Lins, Cristiano Zanin e Marcelo Bretas (Foto: Reprodução | Ricardo Stuckert | ABr)
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247 - “Estou extremamente preocupada com mais uma violação ao Estado Democrático de Direito”. Foi com esse tom que a  jurista Liana Cirne Lins, em participação no programa Giro das 11 desta quarta-feira (9), avaliou o mandado de busca no escritório de Cristiano Zanin, que é advogado do ex-presidente Lula, ordenado pelo juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro,  Marcelo Bretas. 

Na visão de Liana, a ação de Bretas deixa claro que, “após criminalizar a política a Lava Jato quer criminalizar agora a advocacia” e "quando se ataca a advocacia se ataca o direito de defesa". 

“Foi o trabalho dos advogados que derrotou a operação Lava Jato, a operação perdeu a guerra de narrativa movida pelos advogados democratas”, acrescentou. 

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Liana relembrou que “a Lava Jato foi um sistema corrupto de entrelaçamento de poderes em que todas as normas jurídicas foram frontalmente violadas. 

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Em mais um capítulo da perseguição judicial ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi preso político durante 580 dias, o Ministério Público, em aliança com o juiz Marcelo Bretas, agora acusa seus próprios advogados de comandarem uma quadrilha. O método é o que foi usado à exaustão durante o auge da Lava Jato: uma operação espetaculosa com o vazamento de informações que deveriam ser mantidas sob sigilo para os jornalistas “amigos”.

A Operação Lava Jato está nas ruas para cumprir mandados de busca e apreensão contra escritórios de advocacia. Um deles é o de Cristiano Zanin Martins, advogado do ex-presidente Lula. Os mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas e também miram os escritórios da mulher do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, de Tiago Cedraz e de Cesar Asfor Rocha.

Os escritórios e outras empresas são investigados por desvio de cerca de R$ 355 milhões do Serviço Social do Comércio (Sesc RJ), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac RJ) e da Federação do Comércio (Fecomércio/RJ). Os desvios teriam acontecido entre 2012 e 2018.

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