Líder do PSL: parlamentares dizem não existir interlocução no governo

O líder do PSL no Senado, o senador Major Olímpio (SP) criticou a articulação do governo para aprovar a reforma da Previdência no Congresso; "Estou cercado de senadores e deputados que dizem que não existe interlocução. Pelo contrário: a relação em alguns momentos não é tão amistosa"; congressista também reclamou da influência que o escritor Olavo de Carvalho no governo e elogiou a oposição

Líder do PSL: parlamentares dizem não existir interlocução no governo
Líder do PSL: parlamentares dizem não existir interlocução no governo (Foto: Roque de Sá - Ag. Senado)

247 - O líder do PSL no Senado, o senador Major Olímpio (SP) criticou nesta segunda-feira, 22, a articulação do governo para aprovar a reforma da Previdência no Congresso e elogiou a atuação da oposição.

"A falha maior está no fato dos responsáveis pela articulação política dizerem que estão articulando, mas estou cercado de senadores e deputados que dizem que não existe interlocução. Pelo contrário: a relação em alguns momentos não é tão amistosa. Eles (bancada do PSL na Câmara) deveriam ter as notas técnicas, os objetivos do governo em cada votação. Deferiam estar sendo preparados pela área técnica e econômica. É preciso que o executivo diga quais são as necessidades deles" afirmou o parlamentar. A entrevista à Rádio Eldorado vai ao ar nesta terça-feira, 23.

O congressista também reclamou da influência que o escritor Olavo de Carvalho, considerado o guru da família Bolsonaro, no governo. "O mais absurdo é um 'guru' que vive nos EUA atacar o governo e os militares. O presidente (Bolsonaro) não pode ficar à mercê dessas pessoas e pegar a opinião do 'louco do dia'", disse.

O líder do PSL elogiou a oposição no Congresso Nacional. "Vemos sindicatos, associações e partidos que fazem oposição à reforma sendo extremamente profissionais, e práticos. Mandam um recado direto para dona Maria e seu José. Isso faz convencimento. Nós temos que ser capazes de ter um processo adequado de comunicação. A defesa da reforma tem que ser feita com capacidade. Não deve ser a defesa de quem grita, faz mais baixaria ou consegue mais like", disse.

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