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Luís Costa Pinto: pesquisa Futura-Modal usa espécie de ‘excludente de ilicitude’ na metodologia para favorecer Bolsonaro

Jornalista explica: levantamento que apontou empate técnico entre Lula e Bolsonaro tem método condenado por especialistas. Assista na TV 247

Luís Costa Pinto: pesquisa Futura-Modal usa espécie de ‘excludente de ilicitude’ na metodologia para favorecer Bolsonaro (Foto: Reprodução)

247 - O jornalista Luís Costa Pinto, do Brasil 247, criticou, em entrevista ao canal da TV 247 no YouTube, a metodologia empregada pelo Instituto Futura Inteligência, contratado pelo Banco Modal, na sua mais recente pesquisa de opinião. Enquanto todas as pesquisas divulgadas até então apontam para uma margem significativa do ex-presidente Lula, que lidera sobre Jair Bolsonaro, a do banco pertencente ao Grupo XP indicou, para a surpresa de muitos, um empate técnico entre os dois pré-candidatos.

Costa Pinto explicou que, ao valer-se de amostra não probabilística, ou seja, em que os entrevistados são selecionados ao menos em parte com base no julgamento do entrevistador no campo, o levantamento produz uma grave distorção. 

>>> Pesquisa de banco que apontou empate técnico entre Lula e Bolsonaro usa metodologia condenada por especialistas

“A Futura é o único dos grandes institutos que usa isso. Isso é uma espécie de excludente de ilicitude do mercado de pesquisas eleitorais. O que isso significa? Significa que ela pode não usar uma base correta para fazer as suas entrevistas. Eles fizeram uma distorção da base, algo que o Antonio Lavareda (presidente do Conselho Científico do Ipespe) critica profundamente no texto do 247. Eles ampliaram o universo de eleitores do Bolsonaro na amostra que foi pesquisada. Isso está dito na pesquisa, em linguagem técnica”, disse o jornalista.

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