Lula diz que até a Veja precisou reconhecer mentiras contra ele

"Até a Veja precisou reconhecer depois de cinco anos de mentiras...", afirmou o ex-presidente Lula, após a Lava Jato concluir que foram legais as palestras dele a empreiteiras

Lula
Lula (Foto: Ricardo Stuckert)
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247 - Alvo de intensa caçada judicial no País, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou no Twitter que "até a Veja precisou reconhecer depois de cinco anos de mentiras...". Após quase cinco anos de investigações, a Justiça Federal no Paraná concluiu que foram legais as 23 palestras de Lula a empreiteiras investigadas na Lava-Jato.

De acordo com a juíza Gabriela Hardt, "não houve comprovação de que os valores bloqueados possuem origem ilícita". "Deve-se presumir sua licitude", disse. O teor da decisão foi publicado pela coluna Radar, de Veja

Também foi autorizada a liberação de metade dos R$ 9,3 milhões que estavam bloqueados em uma conta do ex-presidente.

"A justificativa para manter-se o bloqueio da integralidade dos ativos financeiros de Luiz Inácio Lula da Silva baseava-se na suspeita da prática de crimes envolvendo as palestras ministradas pelo ex-presidente. Todavia, a autoridade policial concluiu não haver indícios nesse sentido, com o que concordou o MPF. Por tais motivos, o bloqueio integral de tais valores não mais se sustenta", escreveu Hardt.

Caçada judicial e Vaza Jato

O ex-presidente aguarda o julgamento da suspeição de Sérgio Moro no Supremo Tribunal Federal, após ser condenado sem provas no processo do triplex em Guaruja (SP). Lula foi acusado de ter recebido um apartamento como propina da OAS, mas nunca dormiu nem tinha a chave do imóvel. 

Em abril de 2018, Moro emitiu a ordem de prisão sem o esgotamento de todos os recursos judiciais.  

A partir de junho do ano passado, o Intercept Brasil começou a publicar uma série de reportagens apontando irregularidades na Lava Jato. Uma das matérias apontou que até o procurador Delta Dallagnol duvidava da existência de provas contra Lula. Veja um trecho da reportagem:

"No dia 9 de setembro de 2016, precisamente às 21h36 daquela sexta-feira, Deltan Dallagnol enviou uma mensagem a um grupo batizado de Incendiários ROJ, formado pelos procuradores que trabalhavam no caso. Ele digitou: 'Falarão que estamos acusando com base em notícia de jornal e indícios frágeis… então é um item que é bom que esteja bem amarrado. Fora esse item, até agora tenho receio da ligação entre petrobras e o enriquecimento, e depois que me falaram to com receio da história do apto… São pontos em que temos que ter as respostas ajustadas e na ponta da língua'".

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