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Lula, o eleitor, põe esquerda no segundo turno

A jornalista Helena Chagas afirma que a influência de Lula continua a ser grande no cenário eleitoral ela também diz que o quadro para a direita está complicado: "outro recado importante da pesquisa é que o centro, ou centro-direita, continua com sérias dificuldades para crescer". A jornalista emenda: "Geraldo Alckmin, o candidato mais viável desse grupo, está empacado no mesmo lugar (entre 6% e 8%), ilhado por adversários do mesmo campo, como Álvaro Dias, que divide seus votos no sul, e por Jair Bolsonaro, que lhe tomou votos em São Paulo e tem a dianteira na região sudeste"; e conclui: "como o nordeste é vermelho, estreita-se o caminho para Alckmin"

O ex-presidente brasileiro Luiz Inacio Lula da Silva fala durante evento em Brasília, no Brasil 19/11/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Gustavo Conde)

Do Blog Os Divergentes (Helena Chagas) - Mesmo encarcerado, o sujeito ainda tem 30% das intenções de voto, diz o DataFolha da madrugada. Dois de cada três de seus eleitores se dizem dispostos a votar num nome apoiado por ele. Se a candidatura do ex-presidente Lula vai virar miragem, por força das circunstâncias, a influência do eleitor Lula tende a ser decisiva: no retrato de hoje, colocaria alguém no segundo turno, desde que o apontasse como seu candidato. Quem? 

Para começo de conversa, este é o principal recado do DataFolha pós-cadeia: há um bom espaço para candidatos do campo da esquerda e da centro esquerda crescerem – Ciro Gomes, Joaquim Barbosa e até os petistas ainda minúsculos, quando se tornarem conhecidos. Sem Lula no cenário, quem obtiver seu apoio tem grande chance de chegar lá. Marina Silva seria hoje, segundo o Data, a primeira grande beneficiária da ausência de Lula na cédula, mas iria sozinha: sua migração para o centro em 2014 dificulta a recomposição com os petistas.

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