Lula pede benção a dona Canô de olho em 2014

O ex-presidente est em campanha. E foi em Santo Amaro da Purificao, na casa da mede Caetano e Bethnia, que ele iniciou seu priplode voltaao Planalto

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247 – Caetano Veloso não é seu eleitor, nem a Bahia é seu estado natal. Mas, de Nordeste, Luiz Inácio Lula da Silva entende. E foi em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, que o ex-presidente iniciou seu périplo rumo ao Palácio do Planalto em 2014. Lula foi à casa da icônica Dona Canô, mãe de Caetano e de Maria Bethânia, para prestar solidariedade à matriarca de 103 anos, que acaba de sair de uma internação na UTI. Acompanhado de Jacques Wagner, governador baiano, ele tentou retirar o caráter político da viagem, dizendo tratar-se de uma visita de cunho meramente emocional. Mas, em se tratando de Lula, não existe política sem emoção, nem emoção fora da política. E ele tem dito insistentemente que ainda não “desencarnou”.

O curioso é que a viagem acontece apenas três dias depois de um artigo de Caetano Veloso, publicado no jornal baiano A Tarde, em que o músico critica duramente o ex-presidente. Segundo Caetano, os escândalos recentes de corrupção que abalam o governo de Dilma Rousseff, como dos ex-ministros Antonio Palocci e Alfredo Nascimento, são fruto da herança maldita de Lula. Nas últimas eleições presidenciais, Caetano foi eleitor de Marina Silva e tem sido um crítico constante do PT e, especialmente, de Lula.

Depois de deixar Santo Amaro, Lula partiu para Feira de Santana (BA), onde visitou o Hospital da Criança. Lá, ao lado do governador baiano, Jaques Wagner, comentou as demissões no Ministério dos Transportes, que já chegaram a 15 (fora o afastado diretor-geral do DNIT). "(As demissões) podem chegar a 100, a mil, a 10 milhões", disse o ex-presidente. "Só existe uma forma de a pessoa não ser investigada e não ser punida: não cometer erros. Se cometerem erros, serão punidas. Tenho certeza que a presidente Dilma (Rousseff) pensa como eu", completou.

O presidente aproveitou os microfones para reforçar seus planos de viajar pelo país. "Depois, vou a Pernambuco, ao Ceará, a Sergipe. Vou conversar com o povo, porque ainda tem muita coisa a ser feita", disse. "Já me adaptei à nova vida, sinceramente desencarnei (da Presidência) e vou começar a andar pelo Brasil. Sou um ajudante da presidente Dilma. Tenho plena convicção da competência dela", emendou.

Aos aliados próximos, como o governador baiano Jacques Wagner, Lula tem feito críticas ao estilo duro de Dilma, que não negocia com aliados políticos. Segundo o ex-presidente, sua sucessora corre o risco de ficar isolada, com uma base frágil no Congresso. Além de ter demitido 16 pessoas indicadas pelo PR no Ministério dos Transportes, Dilma ainda não entregou cargos estratégicos a aliados de partidos como PMDB, PP e PSB. Enquanto governou, Lula foi, essencialmente, um líder pragmático, que montou a mais heterogênea coalizão da política brasileira.

Sem avisar

Lula chegou como que de surpresa à casa de Dona Canô. Segundo Rodrigo Veloso, um dos filhos menos famosos da matriarca, o anúncio da visita pegou toda a família de surpresa. Somente na noite da terça-feira 19, chegou um comunicado a Dona Canô, para a alegria da velhinha mais querida da cidade – que tem na sala de casa dois retratos com Lula. Agora, poderá pendurar o terceiro. Questionado por um repórter se brindaria Lula com uma dose da seleta cachaça de Santo Amaro, Rodrigo, cauteloso, disse que não.

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