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Lula, Walfrido e a armadilha para Aécio Neves em Minas

Os dois fecharam a aliança entre PT e PSB na capital quando Lula ainda estava internado no Sírio Libanês. Se tudo ocorrer como acordado, os tucanos perderão a presidência e a força na Câmara e ainda verão o PT na vice-prefeitura, provavelmente assumindo o Executivo em 2014

Lula, Walfrido e a armadilha para Aécio Neves em Minas (Foto: Montagem/247)
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Minas 247 - O acordo foi selado quando o ex-presidente ainda estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Luiz Inácio Lula da Silva e seu ex-ministro Walfrido dos Mares Guia - que alguns petistas já consideram, com uma ponta de inveja, o principal interlocutor de Lula em Minas - traçaram a estratégia de aliança do PSB com o PT nas eleições deste outubro em Belo Horizonte.

Em linhas gerais, o acordo prevê:

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1) O apoio petista ao projeto socialista no estado. Ele passa pela reeleição tranquila de Marcio Lacerda (PSB), prefeito de BH, o que automaticamente já o colocaria como forte postulante ao governo estadual em 2014. O PT deixaria o caminho livre para isso. Melhor: com o apoio de uma presidenta forte que tentaria a reeleição (Dilma Rousseff), Lacerda seria um candidato competitivo, ainda mais se o senador Aécio Neves confirmar-se como presidenciável e não tente um retorno ao Palácio Tiradentes.

2) O PSB cederia e faria uma coligação com os petistas também para a eleição de vereadores. Os socialistas seriam sacrificados, já que há mais nomes no PT para tentar a Câmara, mas, pelo projeto estadual (e também pelos projetos nacionais do presidente do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos), poderá valer a pena. Pelo lado do PT, provavelmente o partido faria a maior bancada no Legislativo municipal, reconquistará a presidência da casa - hoje em mãos do PSDB do vereador Léo Burguês - e, mais importante, assumiria a prefeitura da capital mineira em 2014, depois da licença de Lacerda para tentar voos mais altos.

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3) O plano do presidente do PSB em Minas e do ex-presidente Lula, por fim, arruinaria o PSDB em BH, tornando mais difíceis as coisas para Aécio em 2014. Os tucanos perderiam a presidência da Câmara Municipal, teriam uma bancada de vereadores menor, veriam o rival PT ganhar força na vice-prefeitura e ainda assistiriam à volta dos petistas à PBH.

Há alguns dias, era improvável que algo assim vingasse. Primeiramente, o acordo PSB-PT poderá tirar os tucanos da aliança pela reeleição de Lacerda, o que pode não ser necessariamente bom para o atual prefeito, ainda que ele imagine tentar ser governador daqui a dois anos. Além disso, é preciso combinar com o adversário: no caso específico, o senador e ex-governador Aécio Neves. As pesquisas mostram que ele é o líder político mineiro de maior influência no estado, rivalizando até com Lula. Bastaria um sinal para Aécio desfazer todo essa história: deixar os sonhos presidenciais para mais tarde e voltar ao governo mineiro em 2014, por exemplo. Mas o senador não se cansa de dizer para os mais próximos que não quer fazer isso - ele sabe que, mais cedo ou mais tarde (mais cedo do que tarde, para ser mais exato), precisará enfrentar o desafio de tornar-se mais conhecido nacionalmente. Um político influente, amigo de Aécio, confidenciou ao 247 que ele ultimamente tem se mirado no exemplo de Lula, que  só chegou ao Palácio do Planalto depois de perder três eleições.

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