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Poder

Marina debanda do PV rumo ao Partido da Sustentabilidade

Com ela, Gabeira, Sirkis e mais uns 20 deputados saem do Partido Verde no dia 7

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247 – Rachou de vez. As longas conversas entre o deputado federal Alfredo Sirkis (PV-RJ) e o presidente do PV, José Luis Penna, chegaram a resultado zero e, com isso, o racha está consumado. No próximo dia 7, com direito a convocação de ato público, a ex-candidata a presidente pelo partido, Marina Silva, carrega a si própria a aos seus 20 milhões de votos conquistados em 2010 para longe da legenda. Com a desfiliação de Marina tomarão o mesmo caminho o ex-deputado Fernando Gabeira, o próprio deputado Sirkis e, de acordo com os primeiros cálculos, cerca de 20 parlamentares. Para onde? Provavelmente, para legenda nenhuma. O grupo formará um coletivo que irá articular o Partido da Sustentabilidade, a ser formalizado nos próximos meses. A eles deverá se unir também a ex-senadora Heloísa Helena, do PSOL.

As divergências do grupo de Marina com a direção do PV se acumularam nos últimos meses. Aliado do presidente pena, o deputado federal Zequinha Sarney (PV-MA) comandou uma série de movimento na convenção do partido, em abril, que ampliaram os poderes das atuais direções estaduais e municipais, barrando planos de Marina e seus amigos de lançarem, dentro da legenda, candidatos de sua preferência às prefeituras municipais. Agora, é saber quem perderá mais: ou Mariana sem o PV, ou o PV se Marina.

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Abaixo, noticia de Brasil 247 sobre o processo de luta interna do PV, publicada logo após a Convenção Nacional do partido:

247 – O tranco foi forte, pelo tamanho e a surpresa, mas o time da ex-candidata a presidente Marina Silva não desistiu de lutar contra o grupo da dupla José Luiz Penna-Zequinha Sarney pelo comando político do Partido Verde. Depois de perderem por 29 a 16, na Executiva Nacional, semana passada, a votação que aumentou em um ano o mandato de Penna como presidente nacional da legenda, proposto por Zequinha, Marina e os seus ameaçaram deixar o partido. Contudo, refeitos da derrota, seus correligionários, com o escritor e deputado federal Alfredo Sirkis à frente, articulam uma reviravolta. “Marina passou a ser vista como um problema”, desabafou Sirkis, em Brasília. “Interessante enquanto ‘cereja’ ou ‘chantili’, mas um estorvo quando vem com esse papo de democratização do PV”.

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A intenção dos que estão com Marina, agora, é antecipar de setembro para maio ou junho a Convenção Nacional do partido, chamada internamente de “plenária das bacias”, na qual todas as seções regionais do partido se reunirão para definir candidatos a prefeito em 2012 e suas principais bandeiras. Eles acreditam serem capazes de colher assinaturas em número suficiente para forçar o presidente Penna, deputado federal eleito por São Paulo, na esteira dos 19,6 milhões de votos obtidos nacionalmente por Marina, a fazer a convocação. A missão, admita-se, é quase impossível, mas começa nesta quinta-feira 24 em São Paulo, quando o time de Marina promete fazer um ato político em torno do movimento Transição Democrática. Espera-se a presença de sete deputados federais da legenda.

Na quarta-feira 23, num gesto considerado truculento, Penna formalizou a dissolução da comissão executiva que dirigia o partido em São Paulo, inclinada a Marina. Ex-presidente do PV paulista, o atual presidente nacional da legenda é famoso por suas manobras de bastidores. De braços dados com Zequinha Sarney, Penna permitiu até mesmo, durante a reunião da executiva nacional do partido que oficializou a ampliação do seu mandato, que integrantes de seu grupo chegassem a ironizar o excelente desempenho de Marina nas eleições de 2010. “A era dos fenômenos acabou”, disse um integrante do grupo que está na direção do PV, referindo-se à aposentadoria do futebolista Ronaldo e ao inferno astral de Marina.

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Se a tentativa da ex-candidata presidencial der certo, porém, a “plenária das bacias” pode desgastar o poder do eixo Penna-Sarney e tirar candidatos mais ao feitio da própria Marina e seu grupo. Se não der certo, ela promete deixar mesmo a legenda, levando consigo o ex-candidato a vice Guilherme Leal (463º lugar na lista dos homens mais ricos do mundo pela revista Forbes), os empresários Ricardo Young e João Paulo Capobianco, o ex-deputado Fernando Gabeira e, ainda, o referencial Sirkis.

(Com Agência Estado)

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