Marina Silva responde a Aldo Rebelo

Deputado acusou marido da ex-senadora de se envolver com contrabando de madeira

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Rodolfo Borges_247, de Brasília – A ex-senadora Marina Silva classificou as acusações do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) contra seu marido, Fábio Vaz de Lima, como “falsas e levianas”. “Não tenho nenhum receio em relação às acusações assacadas contra minha honra e a de meu marido”, disse Marina durante entrevista coletiva concedida na tarde desta quinta-feira. A ex-senadora lembrou que as acusações de que seu marido “fraudou contrabando de madeira” foram feitas enquanto ela era ministra do Meio Ambiente e o IBAMA e a Polícia Federal conduziam uma operação que inibiu a grilagem de 37 mil propriedades na Amazônia e aplicou mais de R$ 4 bilhões em multas.

Segundo Marina, os prejudicados pela operação deram início a uma série de calúnias e denuncias apócrifas enviadas à imprensa e a parlamentares. “À época, um parlamentar fez requerimento para que meu marido viesse para uma CPI”, explicou. Na verdade a convocação era para depor na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. É do depoimento a essa comissão que Rebelo disse ter livrado Fábio Vaz de Lima. “Até ontem eu imaginava que o encaminhamento feito pelo líder do governo (Aldo Rebelo) era pelo seu convencimento. Se foi pelo convencimento, não há por que me cobrar absolutamente nada. Se não tinha, não deveria ter encaminhado a suspensão do pedido que estava sendo feito”, disse.

A ex-senadora classificou a alusão ao caso como uma “cortina de fumaça” e disse que essas intimidações não vão conseguir desviar a atenção do ponto que merece debate. Durante a coletiva, parlamentares e técnicos do Partido Verde apresentaram os pontos que consideram condenáveis no relatório do novo Código Florestal que foi encaminhado por Rebelo para votação em Plenário na noite de quarta-feira. Entre eles foram mencionados a permissão para a presença de pecuária extensiva em topo de morro ou encosta, a permissão de desmembramento de imóveis rurais e a troca da palavra “deverá” por “poderá” no artigo que fala sobre a obrigatoriedade de embargo nas áreas desmatadas irregularmente.

Em nota assinada pelos deputados Ivan Valente (SP), Chico Alencar (RJ) e Jean Wyllys (RJ), o PSOL disse que o novo texto do relatório é “um atestado de óbito do Código Florestal”. O partido critica a anistia a crimes ambientais cometidos até junho de 2008 e a substituição da palavra “recomposição” por “regularização” quando o relatório menciona a punição para o desmatamento irregular de reserva legal.

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