Marina: Temer compra votos oferecendo trabalho escravo

Ex-senadora Marina Silva (Rede) usou sua página no Facebook para criticar "as barganhas fisiológicas de cargos e emendas em busca de apoio de parlamentares" feitas por Michel Temer para arquivar a segunda denúncia, de organização criminosa e obstrução da Justiça, na Câmara; como exemplo, ela cita, "a inaceitável portaria do Ministério do Trabalho, que facilita o trabalho escravo, mostra claramente que para o governo não há limites para a impunidade"; "A sociedade precisa denunciar tamanho abuso e, contra isso, seguir firme, vigilante e mobilizada", finaliza

Marina Silva e Michel Temer
Marina Silva e Michel Temer (Foto: Paulo Emílio)

247 - A ex-senadora Marina Silva (Rede) usou sua página no Facebook para criticar "as barganhas fisiológicas de cargos e emendas em busca de apoio de parlamentares" feitas por Michel Temer para arquivar a segunda denúncia, de organização criminosa e obstrução da Justiça, na Câmara.

Para Marina, "é difícil esperar um posicionamento diferente, quando o apetite de muitos dos "supostos juízes" busca se alimentar de uma lógica corrompida semelhante a que está sendo denunciada. A espoliação das instituições públicas, cargos e recursos, vira o prato principal na mesa das negociatas. Para desespero e indignação dos brasileiros, usam nosso patrimônio público para se beneficiar e se safar da Justiça".

"A inaceitável portaria do Ministério do Trabalho, que facilita o trabalho escravo, mostra claramente que para o governo não há limites para a impunidade. A sociedade precisa denunciar tamanho abuso e, contra isso, seguir firme, vigilante e mobilizada", finaliza.

Leia a íntegra da postagem.

Está aberta a nova temporada do toma-lá-dá-cá entre o Palácio do Planalto e o Congresso para tentar barrar a segunda denúncia contra o presidente Temer. Após a aprovação do relatório que pede o arquivamento da denúncia na CCJ da Câmara, já circulam as notícias de que governo retomou as barganhas fisiológicas de cargos e emendas em busca de apoio de parlamentares, assim como foram feitas na primeira denúncia. A gravidade do que foi apresentado pela Procuradoria Geral da República, que acusa o presidente de chefiar o braço político de um grupo criminoso e que tentou obstruir o trabalho da Justiça, por si só já deveria ser motivo de consternação e investigação. Mas é difícil esperar um posicionamento diferente, quando o apetite de muitos dos "supostos juízes" busca se alimentar de uma lógica corrompida semelhante a que está sendo denunciada. A espoliação das instituições públicas, cargos e recursos, vira o prato principal na mesa das negociatas. Para desespero e indignação dos brasileiros, usam nosso patrimônio público para se beneficiar e se safar da Justiça. A inaceitável portaria do Ministério do Trabalho, que facilita o trabalho escravo, mostra claramente que para o governo não há limites para a impunidade. A sociedade precisa denunciar tamanho abuso e, contra isso, seguir firme, vigilante e mobilizada.

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