MD seduz Eliana, Aécio mira Barbosa: juízes políticos?

Magistrados conhecidos nacionalmente são flertados pelos políticos; na Bahia, Roberto Freire, do futuro MD, lança ex-presidente do CNJ para concorrer ao governo, em apoio à candidatura nacional de Eduardo Campos; tentada, Eliana Calmon deixa o suspense no ar; no PSDB, Aécio Neves se aproxima de Joaquim Barbosa; rumores dão conta de que ele poderá ser o vice do presidenciável mineiro; mudança de campo dos juízes para a política é saudável?; vídeo

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247 _ Os políticos estão chamando os juízes para perto. Com todas as letras, o articulador do MD, deputado Roberto Freire, lançou na Bahia a ideia de filiar ao partido em formação a ex-presidente do Conselho Nacional de Justiça, Eliana Calmon. A intenção é fazer com que ela concorra ao cargo de governadora do Estado, ou ao Senado, mas sempre para apoiar a candidatura nacional do presidenciável do PSB, governador Eduardo Campos.

A juíza, famosa por seu enfrentamento aos colegas que considerou corruptos e afeitos a mordomias excessivas, ainda não disse sim - e quanto mais ganha tempo para pensar na oferta, mais aquece os rumores de que poderá aceitar a proposta de mudar de campo e enfrentar as eleições.

Outros rumores, de porte ainda maior, envolvem o presidenciável Aécio Neves, do PSDB, e o presidente do STF, Joaquim Barbosa. Homenageado nesta semana com a Medalha Tiradantes, maior láurea concedida pelo governo de Minas Gerais, Barbosa já estaria na mira de Aécio para ser seu vice na campanha de 2014. Ambos jantaram juntos, com o governador Antonio Anastasia, em perfeita sintonia. O primeiro movimento de aproximação, assim, já foi feito em grande estilo – e não há indícios de que Barbosa, sempre atento aos reflexos midiáticos de seus passos, intencione calar tão cedo os comentários de que poderá virar candidato às próximas eleições.

O que se vê, portanto, é o destampar de ações que podem fazer juízes ultrapassar as fronteiras do Poder Judiciário para subir aos palanques políticos. Uma candidatura de Joaquim Barbosa até mesmo a presidente da República já vem sendo especulada desde que ele brilhou, ao seu modo, como relator da Ação Penal 470 e ocupou o posto de anti-PT diante de todo o Brasil. Eliana Calmon, por seu lado, igualmente desfrutou de toda a mídia possível durante sua atuação de viés moralizador no Conselho Nacional de Justiça.

O que ninguém sabe, ainda, é se é mesmo saudável para a democracia que se quebra a regra popular do 'cada um no seu quadrado', e os magistrados usem o peso institucional de suas togas para sustentá-los no universo polêmico e sem regras escritas da política. A moda já está lançada. Será mesmo bom que ela pegue? Porque, se assim ocorrer, quais garantias sobrarão à sociedade quanto ao não julgamento político de cada vez mais causas em todo o País?

Abaixo, a propósito, ouça Assobiar e Chupar Cana, de Benito de Paula:

Vídeo:

 

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