Mercadante: com Temer, o poço não tem fundo

“Não estamos no fundo do poço porque o poço do Temer não tem fundo”, avalia o ex-ministro Aloizio Mercadante em entrevista à TV 247; ele também diz que qualquer saída para a crise brasileira “passa por Lula” e afirma que será cada vez mais difícil para a direita brasileira excluí-lo da disputa eleitoral; ele também revelou bastidores da conspiração golpista e falou sobre o que vem sendo discutido pelos economistas que têm trabalhado num novo plano de governo para o ex-presidente Lula; convencido de que não haverá equilíbrio nas contas do governo sem que os mais ricos sejam obrigados a pagar mais impostos, ele defende a taxação das grandes fortunas e a criação de um imposto sobre herança; confira a íntegra

“Não estamos no fundo do poço porque o poço do Temer não tem fundo”, avalia o ex-ministro Aloizio Mercadante em entrevista à TV 247; ele também diz que qualquer saída para a crise brasileira “passa por Lula” e afirma que será cada vez mais difícil para a direita brasileira excluí-lo da disputa eleitoral; ele também revelou bastidores da conspiração golpista e falou sobre o que vem sendo discutido pelos economistas que têm trabalhado num novo plano de governo para o ex-presidente Lula; convencido de que não haverá equilíbrio nas contas do governo sem que os mais ricos sejam obrigados a pagar mais impostos, ele defende a taxação das grandes fortunas e a criação de um imposto sobre herança; confira a íntegra
“Não estamos no fundo do poço porque o poço do Temer não tem fundo”, avalia o ex-ministro Aloizio Mercadante em entrevista à TV 247; ele também diz que qualquer saída para a crise brasileira “passa por Lula” e afirma que será cada vez mais difícil para a direita brasileira excluí-lo da disputa eleitoral; ele também revelou bastidores da conspiração golpista e falou sobre o que vem sendo discutido pelos economistas que têm trabalhado num novo plano de governo para o ex-presidente Lula; convencido de que não haverá equilíbrio nas contas do governo sem que os mais ricos sejam obrigados a pagar mais impostos, ele defende a taxação das grandes fortunas e a criação de um imposto sobre herança; confira a íntegra (Foto: Leonardo Attuch)

Por Paulo Moreira Leite e Leonardo Attuch

“Não estamos no fundo do poço porque o poço do Temer não tem fundo”, avalia o ex-ministro Aloizio Mercadante em entrevista ao 247. “Algumas pessoas querem voltar para Casa Grande & Senzala”, diz, referindo-se às diversas iniciativas que atacam os direitos dos trabalhadores – desde a reforma trabalhista até a portaria que passou a permitir o trabalho escravo, suspensa por decisão liminar da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal.

Ministro da Ciência e Tecnologia, da Educação, e chefe da Casa Civil no governo Dilma Rousseff, Mercadante lembra os investimentos públicos em pesquisas de sementes e insumos para a agricultura, que estão na origem do salto histórico do agronegócio brasileiro, para explicar a crítica ao corte de 43% nos investimentos em Ciência e Tecnologia anunciado pela coalização golpista.

“É criminoso”, diz, lembrando a mensagem de protesto que 23 Prêmios Nobel enviaram ao Planalto. Notando que a partir de 2018 a lei que define um teto para os gastos públicos estará em vigor, o que irá gerar cortes ainda mais profundos, Mercadante observa que “a saída da crise do Brasil é investir em ciência, tecnologia e inovação. Quando eu era estudante economia você não conseguia imaginar uma safra de 100 milhões de toneladas. Hoje estamos falando de 250 milhões”.

Na entrevista, Mercadante diz que qualquer saída para a crise brasileira “passa por Lula”. Mesmo lembrando que o Brasil é um país “absolutamente fantástico”, sublinha que não vê uma saída “fácil nem rápida”. Registra que a economia terá de encarar um problema que não havia no passado, nem mesmo durante o regime militar: “a financeirização da economia. A lógica financeira se sobrepõe a lógica industrial e aos interesses do setor produtivo”.

Convencido de que não haverá equilíbrio nas contas do governo sem que os mais ricos sejam obrigados a pagar mais impostos, ele defende a taxação das grandes fortunas e a criação de um imposto sobre herança. “É imposto mais justo que tem,” afirma. “A pessoa só paga uma vez e depois que morre”.

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