Militares querem Pazuello fora do Ministério depois de derrota para Doria e imagem de incompetência, que prejudicam Exército

Avaliação é que a vitória do governador João Doria na corrida pela vacina conseguiu vincular o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, a uma imagem de negligência e descaso, o que poderá afetar a credibilidade das Forças Armadas

(Foto: ABr)
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247 - O aumento do desgaste do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, após perder a corrida pela vacinação contra a Covid-19 no Brasil, levou militares da alta patente a defenderem que ele se afaste do comando da pasta. O afastamento é visto por parte da cúpula militar como necessário para evitar que a imagem das Forças Armadas seja vinculada ao fracasso de Pazuello no enfrentamento à pandemia. 

Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o governador João Doria (PSDB-SP) conseguiu vincular Pazuello a uma imagem e negligência com a saúde da população, o que poderá afetar  credibilidade e aprovação das Forças Armadas. Ainda conforme a reportagem, a avaliação da ala militar que integra o governo é que o ministro comprometeu a postura institucional do Exército ao incorporar o discurso negacionista de Jair Bolsonaro.

Apesar de sua atuação contra a pandemia vir sendo alvo de críticas desde o ano passado, Pazuello vem se recusando a passar para a reserva remunerada. Além da pressão por parte dos militares, os partidos do centrão também estariam insatisfeitos com atuação do general e já estariam se mobilizando para que ele seja substituído.

Em dezembro, durante uma reunião no palácio do Planalto, o nome do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), foi sugerido como uma opção para substituir Pazuello ainda no primeiro semestre de 2021. 

Apesar da pressão, a avaliação de alguns auxiliares de Bolsonaro e parlamentares é que Pazuello permaneça no cargo, uma vez que Pazuello é um “cumpridor de ordens”, um perfil valorizado por Bolsonaro.  

 

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