Ministério da Saúde desmente Pazuello, nega compra da CoronaVac e diz que vacina chinesa não possui eficácia

Secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, desmentiu Eduardo Pazuello e disse em coletiva nesta manhã de quarta que vacina não será comprada, depois do anúcio de Bolsonaro cancelando o acordo do ministro com os governadores firmado nesta terça. Pazuello não participou

Élcio Franco, Bolsonaro e Pazuello
Élcio Franco, Bolsonaro e Pazuello (Foto: PR)
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247 - O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, disse no fim da manhã desta quarta-feira (21), em coletiva de imprensa, que não houve compromisso com o governo de São Paulo para adquirir vacinas contra a covid-19 e que não há intenção de compra de imunizantes chineses.

“Não houve qualquer acordo com o governo de São Paulo, ou na aquisição de vacinas chinesas, mas sim uma conversa com o instituto Butantan”, declarou o secretário de Eduardo Pazuello na coletiva, desmentindo o anúncio do ministro. 

Ontem, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina contra o coronavírus desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science. Hoje, no entanto, Jair Bolsonaro desautorizou o ministro da Saúde e afirmou que o governo brasileiro não comprará da vacina. O ministro não participou da coletiva.

O ministério ignorou testes do bom desempenho da imunização da vacina e disse que não há eficácia comprovada da CoronaVac. A pasta declarou que só irá sinalizar a aquisição da vacina quando a Anvisa comprovar a eficiência do munizante. 

Pazuello não participou da coletiva,  sob alegação de estar com sintomas da Covid-19 e recluso. 

Na coletiva, a pasta também informou que a vacinação não será obrigatória. 

Governadores e parlamentares da oposição ao governo já denunciam posicionamento de Bolsonaro em politizar o tema e reivindicam a presença de Eduardo Pazuello no Congresso Nacional. 

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