Ministro da Justiça estuda ação contra vazamentos de conversas de Dilma

Eugênio Aragão, afirmou que ao longo da semana deverá concluir que providências podem ser tomadas contra o juiz federal Sérgio Moro, por autorizar gravações envolvendo a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula; Aragão disse também que não irá aceitar "comportamento com finalidades políticas" na Polícia Federal; "No caso de ficar uma fundada suspeita no comportamento irregular de vazamento com finalidades políticas, claro que eu tenho que me mexer. Não vou deixar isso acontecer porque fatalmente isso acaba atrapalhando o devido processo legal", afirmou; "Apenas acho que a gente tem que avisar essas coisas porque está parecendo uma grande festa de sair dando informações que, às vezes, estão sob resguardo do sigilo dos autos, que sai a torto e a direito pela imprensa"

15/03/2016 - Brasília - DF, Brasil - Eugênio aragão subprocurador da repúblicas é novo ministro da justiça. Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ. Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ
15/03/2016 - Brasília - DF, Brasil - Eugênio aragão subprocurador da repúblicas é novo ministro da justiça. Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ. Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ (Foto: Aquiles Lins)

247 - O ministro da Justiça, Eugênio Aragão, afirmou neste domingo, 20, que está avaliando a legalidade dos procedimentos de interceptação e vazamento de conversas envolvendo a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. 

Em entrevista ao jornal O Globo, Aragão disse que ao longo desta semana deverá concluir a análise do caso e que providências podem ser tomadas, inclusive contra o juiz federal Sérgio Moro, que autorizou a divulgação das conversas.

Aragão garantiu que não irá interferir no trabalho do Polícia Federal, mas deixou claro que não irá aceitar "comportamento com finalidades políticas". "Se os profissionais agirem de acordo com seus padrões, que são altíssimos, eles não têm nada a temer. Não haverá, absolutamente, nenhuma interferência do ministério, e nem pode haver, na atividade fim da polícia. Vão fazer e contarão com apoio incondicional do ministro da Justiça. Agora, no caso de ficar uma fundada suspeita no comportamento irregular de vazamento com finalidades políticas, claro que eu tenho que me mexer. Não vou deixar isso acontecer porque fatalmente isso acaba atrapalhando o devido processo legal", afirmou.

Questionado se haverá mudanças no comando da Polícia Federal, Eugênio Aragão disse que, "por enquanto, não". "Eu tenho pelo doutor Leandro Daiello maior estima. Acho que ele está fazendo um excelente trabalho. Então, não se trata disso. Aliás, eu estou com uma excelente relação com a Polícia Federal. Não tenho nenhum problema com ela. Eu apenas acho que a gente tem que avisar essas coisas porque está parecendo uma grande festa de sair dando informações que, às vezes, estão sob resguardo do sigilo dos autos, que sai a torto e a direito pela imprensa. A gente tem que dar uma advertência nisso. O ministro da Justiça não pode se omitir. Mas, evidentemente, não se trata de interferir no trabalho investigativo", avisou.

Aragão também fez críticas ao "modus operandi" da força-tarefa da operação Lava Jato, com prisões preventivas para forçar delações premiadas. "Acho que compete ao ministro da Justiça, como agente do Estado, verificar se esses prerrequisitos estejam todos preenchidos e, eventualmente também, como é uma situação política, tem que também denunciar quando eles não estão preenchidos ou quando parece que não estejam preenchidos. No momento eu estou apenas me resguardando. Agora, estou apenas avisando, há uma preocupação com esse tipo de modelo: você prender alguém para que ele fale", afirmou. 

 

 

 

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