Moreira Franco escreveu e convenceu Temer a enviar carta

Quem escreveu a carta à presidente Dilma e convenceu o vice, Michel Temer, a enviá-la foi seu escudeiro Moreira Franco, presidente da Fundação Ulysses Guimarães; o escriba, dizem peemedebistas da ala governista, não se furtou mesmo a um auto-elogio, reclamando com Dilma, em nome de Temer, do fato de ela não o ter mantido na Secretaria de Aviação Civil, onde fez um "belíssimo trabalho"; no encontro que deverá ter hoje com Dilma, o vice dirá que ficou chateado com o vazamento

Quem escreveu a carta à presidente Dilma e convenceu o vice, Michel Temer, a enviá-la foi seu escudeiro Moreira Franco, presidente da Fundação Ulysses Guimarães; o escriba, dizem peemedebistas da ala governista, não se furtou mesmo a um auto-elogio, reclamando com Dilma, em nome de Temer, do fato de ela não o ter mantido na Secretaria de Aviação Civil, onde fez um "belíssimo trabalho"; no encontro que deverá ter hoje com Dilma, o vice dirá que ficou chateado com o vazamento
Quem escreveu a carta à presidente Dilma e convenceu o vice, Michel Temer, a enviá-la foi seu escudeiro Moreira Franco, presidente da Fundação Ulysses Guimarães; o escriba, dizem peemedebistas da ala governista, não se furtou mesmo a um auto-elogio, reclamando com Dilma, em nome de Temer, do fato de ela não o ter mantido na Secretaria de Aviação Civil, onde fez um "belíssimo trabalho"; no encontro que deverá ter hoje com Dilma, o vice dirá que ficou chateado com o vazamento (Foto: Gisele Federicce)
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247 - A presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente, Michel Temer, devem se encontrar na noite desta quarta-feira 9 e o vice deve ir logo dizendo que ficou chateado com o vazamento de sua carta lamuriosa e piegas. Uma carta que não está à altura dele, disseram os cardeais do PMDB. Dilma poderia responder perguntando a quem interessava vazar uma carta que explicitou o grau de deterioração da relação entre eles. A ela, com certeza não interessava.

Nos bastidores do PMDB, a história da carta corre de boca em boca. Quem a escreveu e convenceu Temer a enviá-la foi seu escudeiro Moreira Franco, presidente da Fundação Ulysses Guimarães, que pela natureza dissimulada, foi apelidado por Brizola de gato angorá. O escriba, dizem peemedebistas da ala governista, não se furtou mesmo a um auto-elogio, reclamando com Dilma, em nome de Temer, do fato de ela não o ter mantido na Secretaria de Aviação Civil, onde fez um "belíssimo trabalho". Dilma decidiu trocar Moreira, no início do segundo mandato, irritada com declarações dele a favor da substituição de Graça Foster na presidência da Petrobrás. Está pagando caro por isso. Moreira desde então passou a trabalhar para afastar o vice da presidente e o PMDB do governo, embora goste muito de repetir uma frase: "O PMDB não trai".

A parte do PMDB que ele e Temer integram rasgou a fantasia e assumiu a tração ao governo em que mamou ingressando no trem do impeachment pilotado por Eduardo Cunha. Esta ala acaba de destituir o líder pró-Dilma Leonardo Picciani, num sinal de que jogará pesado a favor do impeachment.

Quanto ao vazamento da carta, quem primeiro deu notícia dela, como já registrou o DCM, foi o blogueiro de O Globo Jorge Bastos Moreno, ligadíssimo a Moreira e ao próprio vice. Há pouco tempo, foi Temer que ele entrevistou para seu programa de estreia no Canal Brasil.

Posta na rua, a carta deixou claro que Temer decidiu acertar suas mágoas com Dilma trabalhando pelo impeachment dela, o que faria dele herdeiro do governo. Temer não contava que fossem identificados os decretos orçamentários sem número que ele também assinou e constam no pedido acusatório da oposição a Dilma.

Tão cioso de sua reputação como constitucionalista, ele acaba de trombar como STF. Declarou ser legítima a eleição da comissão do impeachment pelo voto secreto, num jogo de cartas marcadas. O ministro Fachin, do STF, suspendeu a instalação da comissão e aposta-se alto, no meio jurídico, que o pleno do STF determinará que o voto seja aberto.

Ele disse isso ao mesmo Moreno para justificar seu desmentido à declaração do ministro Jacques Wagner, de que teria considerado o acolhimento do pedido de impeachment indevido. Vê-se que ele acha que está tudo certo neste processo torto.

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