Mourão defende posição equidistante entre EUA e China
O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, diz que as declarações de Jair Bolsonaro de hostilidade à China não passou de retórica de campanha; ele defende que o País precisará ‘ter uma posição equidistante’ com relação a disputa entre EUA e China; Mourão alerta que ‘Nós podemos comprar as brigas que podemos vencer. As que a gente não pode, não é o caso de comprar. Tenho certeza absoluta de que nós não vamos brigar —34% das nossas exportações são para a China. Não podemos fechar esse caminho pois tem outros loucos para chegarem nele’
247 – Parecendo ciente das idas e vindas geradas pelas declarações de Jair Bolsonaro desprovidas de conhecimento sobre o funcionamento e as relações de um governo, o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, entra no circuito para tentar acalmar o descontentamento dos chineses.
O clima esquentou quando Bolsonaro afirmou que os chineses “estão querendo comprar o Brasil”. De acordo com Mourão, em entrevista na Folha de S. Paulo, “Aquilo [a declaração] é mais uma retórica de campanha, né? Com as redes sociais, muita coisa flui e não é a realidade. E as pessoas compram aquilo como se fosse verdade absoluta”.
O general defende que o governo brasileiro precisará “ter uma posição equidistante. É óbvio que com os EUA, vamos colocar assim, tanto o presidente Bolsonaro quanto o presidente Trump têm uma forma peculiar de lidar com o mundo exterior. Eles são meio parecidos nisso aí.
Mourão defende que, ao contrário de Trump, que” comanda a maior economia do mundo e pode comprar certas brigas”, Bolsonaro não vai poder porque “Nós podemos comprar as brigas que podemos vencer. As que a gente não pode, não é o caso de comprar. Tenho certeza absoluta de que nós não vamos brigar —34% das nossas exportações são para a China. Não podemos fechar esse caminho pois tem outros loucos para chegarem nele”.