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Poder

Não, ainda não vai parar por aqui

O roteiro escrito na queda de Palocci continua sendo cumprido, cinco ministros depois. Quem será o próximo?

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No dia 10 de agosto, escrevi aqui que as denúncias de corrupção contra ministros do governo Dilma não iriam parar naquele momento. O subtítulo era “A presidente Dilma está num dilema: combater a corrupção ou brigar com sua base de apoio, que é majoritariamente corrupta”. Naquela ocasião, ainda não haviam caído Wagner Rossi (Agricultura, PMDB), Pedro Novais (Turismo, PMDB), Orlando Silva (Esporte, PCdoB) e Carlos Lupi (Trabalho, PDT). Mas não era difícil prever que as quedas não parariam em Antonio Palocci (Casa Civil, PT) e Alfredo Nascimento (Transportes, PR).

Alguns trechos do artigo de 10 de agosto:

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A presidente Dilma Rousseff pode estar preocupada com as reações de seus aliados, mas pode também ter certeza: muitas outras denúncias de corrupção em seu governo virão. Virão da Polícia Federal, do Ministério Público, do Tribunal de Contas da União, ou da imprensa. A presidente está certa ao dizer que não agirá de acordo com a pauta da mídia, mas não tem como desconhecê-la. E a imprensa, alimentada mais por denúncias que chegam aos jornalistas do que por investigações próprias, vem tendo um bom assunto por dia.

A corrupção generalizada não nasceu no governo de Dilma, nem no de Lula. Mas Dilma tem a obrigação de combatê-la, não porque tenha aumentado, mas porque está aparecendo mais. E virão mais denúncias por um motivo óbvio: a corrupção é enorme e está espalhada por todo o governo.

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Se procurar roubalheira em Brasília, acha. Em praticamente todos os órgãos públicos, em todos os poderes.

No dia 22 de agosto, quando Rossi já havia caído, escrevi:

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Como se previa, todo dia tem um caso novo em que há suspeitas de corrupção, tráfico de influência, favorecimentos. A não ser que haja uma medida de força ou que a imprensa faça um pacto para não falar mais do assunto, ambas as coisas bem improváveis, não tem jeito: vai continuar. Simplesmente porque há muito anos essa vem sendo a rotina no país e enquanto alguém procurar, vai achar. E se alguém delatar, haverá o que contar.

Não adianta, pois, fingir que nada acontece e que tudo passará. O roteiro tem sido mais ou menos o mesmo: surge a denúncia, há negativas e desmentidos, todos estão acima de qualquer suspeita – e aí tudo desmorona. A pergunta que se faz diariamente, em Brasília, é quem será o próximo. Como nos círculos do poder e de sua periferia quase tudo se sabe, as apostas recaem nos mais manjados.

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Voltando ao dia de hoje: em setembro caiu Novais, em outubro caiu Orlando Silva, em dezembro caiu Lupi. O roteiro se comprovou, e pelo jeito vai continuar sendo executado. Surgem as acusações, os governistas fazem a defesa do acusado, a oposição faz seu barulho. O acusado ou silencia ou faz bravatas, mas as denúncias continuam, sempre aparecendo novos fatos. E aí segue o sangramento, até que um dia o ministro cai.

Bem, a pergunta que se faz em Brasília continua sendo “quem será o próximo?” E as apostas já estão sendo feitas, como em 22 de agosto. Afinal, há corruptos na base aliada suficientes para muitas quedas ainda. Cabe à presidente Dilma, se quiser, mudar esse roteiro que só faz prejudicar o seu governo. Talvez com uma boa reforma administrativa e uma boa renovação do ministério, o mais cedo que a votação da DRU permitir. Porque, até votar a DRU, Dilma depende de sua base no Congresso – que é majoritariamente corrupta e não quer mudar nada.

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