"Ninguém perguntou a muitos milionários que chegaram a ministro com se tornaram milionários"

A frase de Seplveda Pertence, presidente da Comisso de tica Pblica, e se refere ao ministro da Casa Civil, Antnio Palocci

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Rodolfo Borges_247,de Brasília – A Comissão de Ética Pública da Presidência da República não vai investigar o ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, por ter multiplicado seu próprio patrimônio por 20 nos últimos quatro anos, como noticiou o jornal Folha de S.Paulo em sua edição do último domingo. Segundo o presidente da comissão, Sepúlveda Pertence, o aumento patrimonial de Palocci só seria analisado se houvesse comprovação de falsidade nas informações prestadas pelo ministro quando tomou posse. “Ninguém perguntou a muitos milionários que chegaram a ministro como se tornaram milionários. A declaração patrimonial é para que se controle suas variações patrimoniais como ministro”, disse Pertence, ao fim da reunião mensal da comissão.

A oposição, contudo, defende que o ministro preste explicações à Câmara dos Deputados. Para o líder do DEM na Casa, ACM Neto, Palocci tem de falar à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. O ministro da Casa Civil explicou em nota que seu patrimônio é fruto dos serviços da empresa Projeto, aberta em 2006 para prestar consultoria econômico-financeira. Segundo Palocci, a atividade foi encerrada em dezembro de 2010, “por força da função ministerial a que se dedica hoje”. Durante o mesmo período, o hoje ministro exerceu o cargo de deputado federal.

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, disse que o ministro precisa dar mais detalhes sobre o assunto. O partido informou por meio de nota que irá encaminhar requerimentos para que Palocci se explique à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara e para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Receita Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) avaliem as contas do ministro, para saber se “detectaram a existência de movimentações financeiras atípicas da Projeto e de Palocci”.

Especula-se que a informação sobre o aumento da renda de Palocci tenha saído do Ministério da Fazenda, em mais um capítulo público de suas desavenças com o ministro Guido Mantega. Mas a situação política do ministro da Casa Civil na Praça dos Três Poderes não é das melhores. Mesmo senadores da base do governo, como Magno Malta (PR/ES), têm reclamado de sua falta de atenção com o Congresso Nacional. Escalado como negociador político do governo, Palocci, entre outros ministros, não vem se prestando nem a ouvir os parlamentares. Segundo eles, o ministro era um durante a campanha e é outro depois de assumir a Casa Civil. O troco pode ser dado agora que Palocci está exposto.

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