Novo favorito à PGR nega elo com Flávio Bolsonaro e critica Lava Jato

"Flávio Bolsonaro eu só vim a conhecer há coisa de 20 dias", afirmou o sub-procurador-geral Antônio Carlos Simões Martins Soares, apontado como o favorito de Jair Bolsonaro para substituir Raquel Dodge; ele criticou a Lava Jato; "Lá em Curitiba foram utilizados recursos que não podem ser considerados como lícitos. Isso eu não faço"

247 - Considerado pelo entorno de Jair Bolsonaro como o favorito para substituir Raquel Dodge na Procuradoria-Geral da República, o subprocurador-geral Antônio Carlos Simões Martins Soares negou nesta segunda-feira, 19, ter ligação com o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). 

“Eu nunca conheci esse advogado [Frederick Wassef], e o Flávio Bolsonaro eu só vim a conhecer há coisa de 20 dias. Eu entrei nesse processo via núcleo militar”, afirmou Soares ao jornalista Reynaldo Turollo Jr., da Folha de S. Paulo

Para ele, as informações dadas por pessoas dos meios político e jurídico de que Soares tem o apoio de Flávio Bolsonaro, têm o objetivo de desgastá-lo e minar sua possível indicação à PGR.

“Eles querem atribuir essa nomeação a uma espécie de tentativa de blindar o Flávio futuramente contra qualquer medida judicial. Esse é o objetivo, dizer que minha nomeação tem por inspiração um sentimento de amizade. Isso nunca existiu”, afirmou.

O sub-procurador-geral criticou a atuação da Lava Jato em Curitiba. “Eu sou um homem ético, sempre fui muito combativo, porém nunca usei métodos ilícitos, como é comum. Agora vocês estão descobrindo que lá em Curitiba foram utilizados recursos que não podem ser considerados como lícitos. Isso eu não faço. Esse é um ponto que me difere do que está por aí”, disse Soares.

Soares garantiu que teria o apoio do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, para o comandar a PGR. 

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