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Poder

O futuro dos Transportes

Assim como fez na crise da Casa Civil, Dilma deve trocar um poltico por um nome de perfil tcnico

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Rodolfo Borges_247, de Brasília – A renúncia de Alfredo Nascimento ao cargo de ministro dos Transportes resolveu apenas parte do problema que as denúncias de corrupção no Ministério causaram ao governo da presidente Dilma Rousseff. Falta escolher um substituto para a Pasta e, se o Partido da República (PR) não abre mão do posto, a presidente tem mais uma oportunidade de substituir um ministro político por um técnico, como fez ao trocar Antonio Palocci por Gleisi Hoffmann, na Casa Civil.

As primeiras discussões sobre o assunto não deram frutos. A bancada do PR estava reunida com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, no Palácio do Planalto, na tarde desta quarta-feira, quando o senador Magno Malta, líder do partido no Senado, recebeu o telefonema em que Nascimento anunciaria seu afastamento do Ministério. Não houve consenso sobre o melhor nome e a falta de entendimento levou Malta a se manifestar em Plenário sobre a importância de tratar do assunto com calma.

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O curioso é que, ao voltar para o Senado e à presidência do PR, Alfredo Nascimento se habilita para participar das discussões sobre seu sucessor. Dentro do partido, os nomes mais mencionados são os do senador Blairo Maggi (MT) – que já teria sido sondado no início da semana –, do ex-senador baiano César Borges e do deputado Luciano Castro (RR). Mas o nome preferido por Dilma seria o do secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, de perfil técnico. A escolha de um técnico contribuiria para livrar o Ministério da associação com o PR, reforçando a impressão de que a presidente de fato tomou uma atitude contra as denúncias de corrupção que envolveram não envolveram apenas Nascimento, mas o partido.

Ao voltar para o Senado, Nascimento retoma o lugar de João Pedro (PT-AM), conhecido por sua amizade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que para muitos foi o fiador do agora ex-ministro durante os últimos cinco dias. Alfredo Nascimento sangrou desde sábado devido a denúncias da revista Veja e matérias publicadas nesta quarta-feira pelo jornal O Globo e pela revista IstoÉ contribuíram para piorar a situação do senador, apesar de as denúncias sobre o enriquecimento repentino do filho do senador e a atuação do PR no Ministério dos Transportes já serem de conhecimento público.

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Agora, Nascimento terá de tocar sua defesa enquanto senador, e já recebeu um aviso dos colegas: deve enfrentar processo no Conselho de Ética da Casa. “O desejo dele (Nascimento) é vir a essa casa para retomar o seu mandato e defender a sua honra”, disse o líder do PR no Senado, Magno Malta (ES), depois de receber a notícia de que o colega deixava o Ministério. Malta aproveitou para enfatizar a fidelidade do PR, que participa da base do governo desde a época de Lula.

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