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"O sr. é um grande administrador, ótimo"

"Ninguém discute isso", completou a colunista da Folha Bárbara Gancia durante sabatina com o candidato José Serra (PSDB); ele adorou; após a entrevista, o tucano falou ao 247: "Não sei se ela vai votar em mim, mas espero que sim", divertiu-se; antes, no palco, ele bateu duro no PT: "Dirceu é guru do Haddad", desferiu Serra, que driblou, uma a uma, as questões; "Por que ficar ofendido de assumir isso?", perguntou, referindo-se ao adversário Haddad. "Ele (Dirceu) se gaba de ser o guru"; 247 acompanhou tudo até o fim, às 15h45; leia

"O sr. é um grande administrador, ótimo" (Foto: Divulgação)
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247 - Terminou às 15h45 a sabatina da Folha e do Uol com o candidato tucano José Serra. Um ponto alto foi o momento em que a colunista  Bárbara Gancia elogiou-o como "grande, ótimo administrador". Ao 247, o próprio Serra se mostrou feliz pelo, digamos, reconhecimento. "Não sei se ela vai votar em mim, mas espero que sim", divertiu-se. Ele, que não deu entrevistas após o encontrou, falou conosco.

"A eleição está muito atrapalhada, mas estou certo de ir para o segundo turno", afirmou. Pelo que se viu no shopping Higienópolis, onde fica o Teatro da Folha, ele não exagera. Serra foi cercado por pessoas de todas as idades, de estudantes secundaristas e senhoras e senhores. Sua presença foi solicitada para fotos. O candidato sorria muito, absolutamente seguro. "Quem diz que Serra tem problemas, não conhece eleição", disse seu fiel escudeiro Andrea Matarazzo.

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Abaixo, cobertura de 247 sobre a sabatina da Folha e do Uol:

247 - A Ricardo Baltazar, Serra negou que tenha procurado, em especial, a comunidade evangélica atrás de votos. "Eu tenho procurado a população toda, e os evangélicos são uma parte importante", disse o candidato tucano. "O sr., numa dessas visitas a ele, chegou a chorar, emocionado", atalhou Bárbara Gancia, que, pouco antes, havia dito, sem ironia, que Serra é "um grande, um ótimo administrador". "Não foi diante de evangélicos, eram católicos", resgatou Serra. "Eu estava diante do padre Marcelo e lembrei da atenção que dom Fernando deu a minha mãe quando ela estava para morrer".

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Bárbara tocou num ponto: o livro A Privataria Tucana. "Aquilo é uma bandidagem, é puro banditismo, só isso", respondeu Serra. "Não é o caso do Dossiê Caymã, mas os outros (dossiês contra ele) são coisa petista, é lixo".

Ao final da sabatina, Serra não deu entrevista e saiu pelos bastidores para o próximo compromisso. Não sem antes, contudo, responder a uma única pergunta do 247: Bárbara Gancia vai votar no senhor? "Não sei se a Bárbara vai votar em mim, eu espero", sorriu.

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E por aí acabou a sabatina (15h45).

Abaixo, cobertura do debate até 15h40:

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247 - Sabatina da Folha com José Serra entra no último bloco. Se fosse uma luta de boxe, sem dúvida o tucano estaria ganhando por vários pontos à frente dos jornalistas Maurício Stycer, Ricardo Baltazar, Vera Magalhães e Bárbara Gancia. A colunista chegou a afirmar e reafirmar: "O sr. é um grande administrador, ótimo, ninguém tem dúvida disso". Serra arrancou aplausos espontâneos da platéia pelo menos quatro vezes. Ele bateu duro da administração de Marta Suplicy, nova ministra da Cultura, na Prefeitura de São Paulo. "Peguei a Prefeitura quebrada da Marta", afirmou. Atacou os líderes do PT que estão sendo julgados no STF (leia abaixo) e elogiou a gestão de seu ex-vice prefeito Gilberto Kassab. "Ele faz uma boa gestão", afirmou. Em diferentes momentos, Serra negou premissas das perguntas e sempre esteve calmo.

Ele procurou desqualificar o adversário Fernando Haddad. "Acredito que ele nem saiba, porque não tem familiaridade com o assunto", disse sobre Haddad, quando falava sobre o sistema de saúde municipal. "Do que eu li no programada do PT, eles vão acabar com as USs (Unidades de Saúde)". Neste ponto, às 15h26, Serra elencou algumas de suas realizações à frente do Ministério da Saúde.

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A sabatina demonstrou, ao que acham que Serra irá cair facilmente e se deixar ultrapassar por Fernando Haddad, que ele não está morto. Bem ao contrário. "Eu estou em ponto de bala", garantiu, sorrindo (leia mais abaixo).

Último bloco vai sendo o mais morno. Jornalistas parecem ter desistido de bater de frente. "Quem foi que disse isso?", perguntou a editora Vera Magalhães a Serra, que havia dito (15h52) que havia um candidato que defendera circulação livre de veículos altamente poluentes na cidade de São Paulo. "Pesquisa, é a tarefa de vocês", rebateu Serra, com um sorriso irônico. "Não vai ter o debate do UOL com os candidatos?", questionou Serra. "Esse aí não vai haver mais, ele (Haddad) não quis participar", disse o editor Ricardo Baltazar. "Imagine se tivesse sido eu a me recusar", devolveu Serra, arrancando breves aplausos do público.

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Serra disse que a proposta de Celso Russomanno, do PRB, de contratar 16 mil policiais metropolitanos levaria "oito anos para ser executada, porque não é assim que se contrata, de uma hora para outra. Tem de fazer concurso, fazer cursos, não é assim".

Vera Magalhães: "O sr. disse aqui que a Marta deixou a Prefeitura com alta rejeição"... Serra atalhou: "Eu nunca disse isso, não pronunciei essa palavra aqui. O que eu disse é que a Marta deixou a Prefeitura quebrada", arrematou (ele estava certo, leia abaixo).

Abaixo, noticiário anterior:

247 - "Essa proposta é feita por quem não conhece do assunto", disse José Serra, referindo-se à iniciativa de criar o Bilhete Único Mensal, feita pelo adversário Fernando Haddad, do PT. "É normal, ele não conhece, não sabe", completou. Serra disse que o bilhete mensal já existe no Metrô. "Há o bilhete fidelidade, que existe há muito tempo, para 50 viagens, mas as vendas representam apenasd 1,5 por cento do movimento das bilheterias do metrô. As pessoas não têm dinheiro para comprar", prosseguiu. "Essa proposta não tem pé nem cabeça, não serve para nada".

Abaixo, registro anterior da sabatina:

247 - "Há uma diferença entre o twitter que o (Barack) Obama faz e o meu. O dele não é ele que faz, o meu sou eu", explicou Serra a Bárbara Gancia, que disse que ele usava não muito bem as mídias sociais.

Questão da idade de Serra, hoje com 70 anos, é levantada mais de uma vez pelos jornalistas. "O novo na política pode ser arcaico", rebateu Serra, que lembrou que três presidentes que "lançaram o Brasil em encruzilhadas terríveis tinha menos de 50 anos: Jango, Jânio e Collor".

Serra, que já arrancou aplausos da platéia (leia abaixo), vai dominando sabatina da Folha. "Louvo a preocupação de vocês com a minha campanha", ironizou o tucano sobre questão da editora da Folha Vera Magalhães, que questionou Serra sobre as possíveis repercussões da frase dele "Dilma não deve meter o bico em São Paulo", uma vez que, para a jornalista, como a presidente é popular, isso poderia tirar pontos de Serra. O público riu alto.

O tucano, repetindo informação que está abaixo, de terno escuro, camisa branca e gravata listrada com  faixas douradas, agora de óculos, lê manchetes da Folha de 2005, sobre dificuldades financeiras da Prefeitura de São Paulo naquele ano. "Eu peguei a Prefeitura quebrada da Marta", disse Serra. "Você não vê isso no governo do Estado", arrematou.

Intervalo. Entre os tucanos na platéia, o ex-governador Alberto Goldman e o ex-secretário Andrea Matarazzo.

Abaixo, registros anteriores da sabatina:

247 - Começa em calma a sabatina da Folha com José Serra, mas ele tergiversa bastante. "Não cabe a mim ser cronista da campanha", disse, questionado sobre liderança de Celso Russomanno nas pesquisas. "Não cabe a mim, aqui, discutir estratégia interna da minha campanha", continuou, recusando-se a comentar avanço do candidato do PRB sobre eleitorado tucano.

"A impressão é que quanto mais o sr. aparece tevê, maior é a rejeição", iniciou Ricardo Baltazar, editor de poder do jornal. "O eleitorado do PT tende a não votar em mim", respondeu Serra.

Candidato manda uma boa. "Na eleição em que eu ganhei de Marta Suplicy, o Datafolha errou por sete pontos na véspera do dia do voto", lembrou o candidato tucano, para rejeitar importância de altos índices de rejeição registrados em torno de seu nome pelo mesmo instituto. "O dado de rejeição, para nós, não é relevante".

Tucano, de terno escuro, camisa branca e gravata listrada com faixas douradas, continua calmo. Nega, a Bárbara Gancia, ser conversador. Vera Magalhães toca na questão do mensalão mineiro, pouco depois de falar sobre ataques da campanha de Serra aos petistas José Dirceu e Delúbio Soares. "Esse negócio mineiro, a Justiça vai julgar. Eu não me caracterizo por pressionar a Justiça", desferiu Serra. Ele chamou, a seguir, José Dirceu como "orientador, um verdadeiro dirigente, inspirador, ideólogo, guro do Haddad", mandou. "Todo mundo sabe que o Delúbio e o João Paulo tem influência, são companheiros. Isso está longe de ser um insulto, é um registro".

"Em politica, a idade se mede pela idéias. Tem gente jovem com idéias velhas, tem gente velha com idéias novas", disse Serra. "Bárbara, eu estou em ponto de bala". Jornalista ao lado de 247, também na platéia, pergunta alto: "Nossa! Foi um convite?", divertiu-se, enquanto parte da platéia aplaudia Serra. Bárbara Gancia insiste que Serra não irá para o segundo turno, mas Serra dá baile e arranca novos aplausos -- pela terceira vez. "Eu posso sair daqui, ser atropelado e você perguntar para quem na undécima hora eu vou deixar a minha caneta Parker", rebateu o ex-governador, ao não aceitar hipótese de não ir para o segundo turno, como queria a colunista da Folha.

"Eu nunca vi esse senhor", cravou Serra, a Vera Magalhães, negando conhecer o Aref, que amealhou mais "Ele foi o principal conselheiro do Plano Diretor da Marta", mandou Serra.

Abaixo, noticiário anterior de 247:

247 – O candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, é o sabatinado desta sexta-feira por jornalitas do jornal Folha de S.Paulo e do portal UOL. O 247 está na plateia para acompanhar a entrevista, que será transmitida em tempo real pelo nosso site.

Na sabatina, prevista para ter duração de uma hora e meia, o candidato responderá a perguntas dos jornalistas e de internautas. Participam da entrevista de Serra o editor de "Poder", Ricardo Balthazar, a editora do "Painel", Vera Magalhães, a colunista da Folha Barbara Gancia e o colunista do UOL Mauricio Stycer.

O último candidato sabatinado por Folha/UOL foi Fernando Haddad, do PT, nesta quinta-feira 13. Celso Russomanno (PRB), Gabriel Chalita (PMDB) e Soninha Francine (PPS) foram sabatinados em agosto.

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