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Odebrecht entrega provas da propina a Padilha

As informações fornecidas pela Odebrecht para corroborar o que foi dito na delação premiada de seus executivos permite traçar uma espécie de "rota da propina", mapeando o percurso do dinheiro irregular; no caso das informações contra o inistro Eliseu Padilha (Casa Civil), as informações fornecidas pelos delatores são bastante contundentes: num dos endereços indicados pela empreiteira, onde um representante do ministro teria recebido R$ 1 milhão, funcionam três empresas ligadas a ele, no Centro Histórico de Porto Alegre; no local existe ainda um funcionário chamado Luciano, nome citado pelos delatores como responsável por receber valores

Brasília - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, participa da reunião dos Grupos de Trabalho (GT) do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) na sede da Escola Nacional de Administração Pública (Enap) (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Após os depoimentos que detalharam com riqueza de detalhes o esquema de corrupção do ministro Eliseu Padilha (Casa Cilvil), um dos mais próximos de Michel Temer, a Odebrecht entregou uma espécie de "mapa da propina", que detalha a rota e os pormenores do percurso do dinheiro ilícito. 

No caso das informações contra o Padilha (PMDB), as informações fornecidas pelos delatores são bastante contundentes: num dos endereços indicados pela empreiteira, onde um representante do ministro teria recebido R$ 1 milhão, funcionam três empresas ligadas a ele, no Centro Histórico de Porto Alegre; no local existe ainda um funcionário chamado Luciano, nome citado pelos delatores como responsável por receber valores.

As informações são de reportagem de O Globo.

Outro que se complicou ainda mais foi Aécio Neves :

"Em Contagem (MG), Oswaldo Borges, tesoureiro de Aécio Neves (PSDB-MG), de fato despachava na concessionária Mercedes Benz citada pelo executivo Sérgio Neves. Num galpão nos fundos está a coleção de carros antigos mencionada pelo delator como visitada no dia em que levou R$ 500 mil para Borges. Procurado, não se manifestou."