Omissão de Jobim diante de Dilma sobre suas declarações à revista Piauí é traição

Ontem, presidente dedicou duas horas a uma reunio frente a frente com o ministro. Por que ele no a preveniu sobre o potencial explosivo de sua entrevista?

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247 – O ministro Nelson Jobim, da Defesa, foi, no mínimo, obtuso diante da presidente Dilma Rousseff, ontem, quando ambos tiveram uma reunião de duas horas no Palácio do Planalto. O assunto da audiência foi a permanência do ministro no governo. Jobim saiu de lá no cargo e Dilma tratou de voltar aos seus despachos de rotina. Hoje, no entanto, a coluna da jornalista Mônica Bergamo, no jornal Folha de S. Paulo, antecipou o conteúdo de uma entrevista concedida por Jobim à revista Piauí, na qual ele faz chacota de duas das mais estratégicas ministras do governo – Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, e Gleisi Hoffmann, da Casa Civil. A primeira, segundo ele, é “muito fraquinha”. Gleisi “nem sequer conhece Brasília”, disse Jobim, querendo apontar que ela, por esse motivo, não poderia exercer bem o seu cargo.

Por que Jobim não avisou Dilma, durante a audiência de duas horas, ontem, de que havia dado essas declarações à Piauí? Ele não sabia que suas palavras soariam como uma bomba para a mídia? Por essa omissão de informação, Dilma não passa a ter o direito de considerar Jobim um ministro que a traiu? Isso não demanda uma exoneração?

Jobim disse ao vice-presidente Michel Temer, segundo informações que circulam em Brasília, que não fez os ataques às ministras Ideli e Gleisi. Ele teria confirmado, apenas, o diálogo com Dilma em torno do deputado José Genoíno, atual assessor do Ministério da Defesa. Nesse caso, Jobim teria a dito a Dilma que a avaliação sobre se Genoíno seria útil pertencia a ele. “Presidente, quem sabe se ele pode ou não ser útil sou eu”, disse Jobim à Piauí sobre o que falou a Dilma.

 

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