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Oposição protocola ação na PGR contra Dilma

Em conjunto com DEM, PPS e Solidariedade, partido presidido por Aécio Neves protocolou nesta terça-feira 26 uma ação junto à Procuradoria-Geral da República em que pede a abertura de investigação contra a presidente pela prática de crimes contra as finanças públicas e de falsidade ideológica; em entrevista hoje, o senador negou recuo: "de forma alguma. O que existe são vários movimentos, e nós temos que respeitar a todos, e cada um com seu timing, cada um com a sua estratégia"

Em conjunto com DEM, PPS e Solidariedade, partido presidido por Aécio Neves protocolou nesta terça-feira 26 uma ação junto à Procuradoria-Geral da República em que pede a abertura de investigação contra a presidente pela prática de crimes contra as finanças públicas e de falsidade ideológica; em entrevista hoje, o senador negou recuo: "de forma alguma. O que existe são vários movimentos, e nós temos que respeitar a todos, e cada um com seu timing, cada um com a sua estratégia" (Foto: Gisele Federicce)

247 – Partidos da oposição protocolaram nesta terça-feira 26 uma ação junto à Procuradoria-Geral da República em que pedem a abertura de investigação contra a presidente Dilma Rousseff pela prática de crimes contra as finanças públicas e de falsidade ideológica.

São autores da ação o PSDB, presidido por Aécio Neves, em conjunto com DEM, PPS e Solidariedade. A ação diz que, sendo a presidente responsável pela Administração Superior e ciente da situação financeira, permitiu a realização de operações de crédito proibidas, e em ano eleitoral, para pagamento de despesas do Tesouro depois não contabilizadas, as chamadas "pedaladas fiscais" (leia aqui a representação).

Questionado hoje se houve recuo no pedido de impeachment contra Dilma, Aécio ressaltou que "não, de forma alguma. O que existe são vários movimentos, e nós temos que respeitar a todos, e cada um com seu timing, cada um com a sua estratégia".

De acordo com o tucano, "do ponto de vista dos partidos de oposição, entendemos que essa ação junto à PGR neste momento é aquela que mais efeitos práticos vem a trazer, até porque é um fato notório que não temos ainda na Câmara dos Deputados o ambiente necessário à aprovação de uma proposta de afastamento. Mas não abandonamos a busca de informações".

"As denúncias se sucedem. Agora mesmo chegam outras relativas ao pagamento de propina de uma empresa da Holanda que já era de conhecimento da Controladoria-Geral da União. E houve ali uma omissão da CGU exatamente para que passasse o processo eleitoral", prosseguiu o senador.

"Existem, nessas novas delações, denúncias que chegam cada vez mais próximas do caixa eleitoral do PT nessas eleições de 2014 e nas eleições de 2010. E, no momento em que acharmos que o conjunto das denúncias e das comprovações seja suficiente, nós poderemos avançar para o impeachment. Neste momento, a nossa responsabilidade orienta, e de forma conjunta todos os partidos da oposição, é entrarmos com essa ação junto à PGR", concluiu.

De acordo com o autor da ação, o jurista Miguel Reale Júnior, que aconselhou o PSDB a mudar a estratégia e não entrar com pedido de impeachment, a ação criminal é ainda mais grave que o impeachment, e tem o mesmo efeito: o de afastar a presidente da República do poder (leia mais).