Pacto nacional depende da libertação de Lula, diz Luis Nassif

"O grande empecilho ao início do Pacto de Moncloa nacional é a prisão de Lula. De um lado, imobiliza o PT em torno do discurso único do Lula livre. De outro lado, não se pode fugir do fato de que a prisão de Lula é o mais grave atentado às liberdades democráticas no país. Não se pode pretender a defesa da democracia sem colocar em primeiro plano a libertação de Lula", diz o editor do GGN

(Foto: 247 | Ricardo Stuckert)
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Trecho da coluna de Luis Nassif, no GGN – Hoje em dia está em marcha um pacto nacional contra o obscurantismo representado por Bolsonaro. Setores liberais, esquerda independente, centro-direita se unem em cima do antibolsonarismo. Mas ainda permanece firme o antipetismo. E se tem as Forças Armadas preocupadas corretamente com a legalidade, mas sem nenhuma visão de interesse nacional, nem mesmo sob a ótica maior da soberania nacional.

Mesmo assim, começam a se formar consensos.

Dado relevante foi a entrevista de Armínio Fraga na Globo News, reconhecendo a importância das políticas de redução da desigualdade, o tratamento de investimento aos gastos sociais. Fraga é o principal porta-voz do mercado. O mesmo discurso que está sendo incorporado por Luciano Huck, mostrando o início do esgotamento do ultraliberalismo excludente que dominou o mercado nos últimos anos.

Por outro lado, há manifestações cada vez mais frequentes de governadores petistas defendendo a reforma da Previdência e um controle maior sobre os gastos com funcionalismo público. E celebrando gestões que tem como foco central o cidadão.

Há um movimento importantíssimo no Consórcio do Nordeste, mostrando um afastamento dos governadores da condução central do PT e sua intenção de fugir da polarização antibolsonarismo e antipetismo, como mostrou a entrevista do governador da Bahia, Rui Costa (PT), na revista Veja apoiando o nome de Ciro. Ou as manifestações do governador do Maranhão Flávio Dino.

O grande empecilho ao início do Pacto de Moncloa nacional é a prisão de Lula. De um lado, imobiliza o PT em torno do discurso único do Lula livre. De outro lado, não se pode fugir do fato de que a prisão de Lula é o mais grave atentado às liberdades democráticas no país. Não se pode pretender a defesa da democracia sem colocar em primeiro plano a libertação de Lula.

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), libertando Lula, resolveria todos os impasses. Obrigaria todos os atores a sair da zona de conforto da dicotomia a favor ou contra Lula Livre. E abriria espaço para o grande pacto nacional.

Tenho para mim que, assim como em 1930 o Rio Grande do Sul rompeu com a inércia da política café com leite, a força renovadora, agora, virá do Nordeste. O sucesso do Consórcio abrirá um campo novo importantíssimo, para o grande pacto nacional.

Leia a íntegra no GGN

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