Padilha: quem votou contra a PEC não deve participar do governo

Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que os 111 deputados que votaram contra a aprovação da PEC 241, que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos, devem "bancar a desigualdade", além de ficarem fora do governo Michel Temer; "Quem não se mostrou aliado, não sei se quer ou se deve participar do Governo. Quem não quer ou não pode ser aliado, será avaliado por Geddel Vieira Lima (ministro da Articulação Política). O Governo é construído com aliados", afirmou Padilha

Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que os 111 deputados que votaram contra a aprovação da PEC 241, que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos, devem "bancar a desigualdade", além de ficarem fora do governo Michel Temer; "Quem não se mostrou aliado, não sei se quer ou se deve participar do Governo. Quem não quer ou não pode ser aliado, será avaliado por Geddel Vieira Lima (ministro da Articulação Política). O Governo é construído com aliados", afirmou Padilha
Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que os 111 deputados que votaram contra a aprovação da PEC 241, que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos, devem "bancar a desigualdade", além de ficarem fora do governo Michel Temer; "Quem não se mostrou aliado, não sei se quer ou se deve participar do Governo. Quem não quer ou não pode ser aliado, será avaliado por Geddel Vieira Lima (ministro da Articulação Política). O Governo é construído com aliados", afirmou Padilha (Foto: Paulo Emílio)

247 - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que os 111 deputados que votaram contra a aprovação da PEC 241, que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos, devem "bancar a desigualdade", além de ficarem fora do governo Michel Temer. Segundo ele, o ministro da Articulação Política, Geddel Vieira, irá analisar o que fazer "caso a caso" com os parlamentares que votaram contra a proposta do governo.

"Há a exposição política que esses [366 parlamentares] suportaram e alguns, que não quiseram suportá-la. Será que estes merecem o mesmo tratamento que os 366? Não seremos injustos com os 366? Os desiguais devem ser tratados com desigualdade. Aqueles que quiseram ser desiguais têm que bancar a desigualdade. Não cria um ânimo negativo no Governo. Não se fará nada nesse processo que fira a aliança partidária, mas quem não pode votar com o Governo não deve participar do Governo", disse Padilha em entrevista à Rádio Jornal Pan.

Segundo ele, a situação dos parlamentares que "não se mostraram aliados" será avaliada individualmente. "Quem não se mostrou aliado, não sei se quer ou se deve participar do Governo. Quem não quer ou não pode ser aliado, será avaliado por Geddel Vieira Lima. O Governo é construído com aliados", afirmou.

Segundo ele, o resultado da votação que aprovou a PEC dos Gastos – 336 votos a favor e 111 contrários à medida – já era esperado pelo governo. "Correspondeu a nossa expectativa e dá sinal ao Brasil de que o Congresso Nacional se deu conta de que o dinheiro vem da sociedade. Não tem dinheiro público que se faça por mágica", disse Padilha. A PEC deverá ser votada em segundo turno pela Câmara e também passar por uma nova votação no Senado.

Leia mais na reportagem da Agência Brasil:

Padilha: Temer vai "discutir relação" com aliados que votaram contra PEC

Ana Cristina Campos – O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse hoje (11) que o presidente Michel Temer vai fazer uma "DR" (discutir a relação) com os parlamentares da base aliada que não votaram a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 de 2016. Segundo Padilha, Temer e o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, responsável pela articulação política do Palácio do Planalto com o Congresso, vão conversar com os deputados.

O plenário da Câmara aprovou, por 366 votos a 111 e duas abstenções, a PEC 241/16 que fixa um teto para os gastos públicos por 20 anos. O texto foi aprovado em primeiro turno ontem (10) à noite e precisa passar por nova votação no plenário.

"O presidente Michel Temer disse que haverá uma 'DR' com quem não teve condições de acompanhar o governo ontem. E é óbvio que sempre se faz a base do governo com aliados. Quem circunstancialmente tem dificuldade de ser aliado, por óbvio que o governo não o prende na base sustentação. Mas essa é uma questão que o presidente mesmo vai tratar", afirmou Padilha, em entrevista à imprensa, no Palácio do Planalto.

Padilha afirmou que foi o ministro Geddel quem sugeriu ao presidente Temer conversar com os deputados da base alidada para ter explicações sobre os motivos de não terem votado a favor da PEC. "Depois que aconteça essa conversa, é que o governo poderá então se posicionar de forma mais objetiva caso a caso".

Perguntado como o governo vai fazer para evitar traições na votação em segundo turno da PEC 241 na Câmara, Padilha disse que não houve "traição". "Traição é uma expressão que quer me parecer que vilipendia, diminui a relação dos parlamentares com as suas bases. Se formos ouvir os parlamentares que circunstancialmente não votaram junto com o governo, sendo de um dos partidos da base de sustentação, ele terá uma explicação. O governo é que terá que avaliar. Eu não reputo como traição", afirmou.

Padilha acredita que o governo pode conseguir mais votos para a PEC 241 em segundo turno. "A tendência que é a gente aumente [no segundo turno]. Mas a gente tem que medir isso muito próximo do dia da votação, O que nós precisamos é dos 308 votos para garantir que o Brasil vai tratar com responsabilidade o dinheiro da cidadania", afirmou o ministro.

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247