Para consolidar o golpe, Temer admite que governo estuda implantar semipresidencialismo

Alçado ao poder por meio de um golpe parlamentar, Michel Temer admitiu que o governo estuda uma proposta de semipresidencialismo para o país, podendo ser adotado até antes do final de seu mandato; "Estamos examinando ainda o projeto, discutindo tudo isso com muita calma", disse Temer; "Esses estudos vão indicar qual é o melhor momento de sua aplicação e sua eficácia", afirmou; o projeto de parlamentarismo, contudo, é apontado como um meio de impedir a volta do ex-presidente Lula ao Planalto e de consolidar o golpe no Brasil

Presidente Michel Temer 13/07/2017 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Michel Temer 13/07/2017 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Paulo Emílio)
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Reuters - O presidente Michel Temer admitiu nesta segunda-feira que o governo estuda uma proposta de semipresidencialismo para apresentar ao país, podendo ser adotado até antes do final de seu mandato, inspirado nos modelos francês e português.

"Estamos examinando ainda o projeto, discutindo tudo isso com muita calma", disse Temer ao final do almoço oferecido no Itamaraty ao presidente do Paraguai, Horácio Cartes. "Esses estudos vão indicar qual é o melhor momento de sua aplicação e sua eficácia".

Segundo o presidente, esta possibilidade vem sendo discutida por ele com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes.

Por Lisandra Paraguassu

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