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Para defesa, Lula enfrenta um processo sem juiz

"Esse é um processo sem juiz enquanto agente desinteressado e garantidor dos direitos fundamentais", diz nota divulgada pelos advogados Cristiano Zanin e Roberto Teixeira, logo após a aceitação da denúncia contra Lula por Sergio Moro; "Nem mesmo os defeitos formais da peça acusatória e a ausência de uma prova contra Lula, como amplamente reconhecido pela comunidade jurídica, impediu que o referido juiz levasse adiante o que há muito havia deixado claro que faria: impor a Lula um crime que jamais praticou"; a nota lembra ainda frase do procurador Deltan Dallagnol, que disse que ele e Moro fazem parte "de um time"

"Esse é um processo sem juiz enquanto agente desinteressado e garantidor dos direitos fundamentais", diz nota divulgada pelos advogados Cristiano Zanin e Roberto Teixeira, logo após a aceitação da denúncia contra Lula por Sergio Moro; "Nem mesmo os defeitos formais da peça acusatória e a ausência de uma prova contra Lula, como amplamente reconhecido pela comunidade jurídica, impediu que o referido juiz levasse adiante o que há muito havia deixado claro que faria: impor a Lula um crime que jamais praticou"; a nota lembra ainda frase do procurador Deltan Dallagnol, que disse que ele e Moro fazem parte "de um time" (Foto: Leonardo Attuch)
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247 – A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota, nesta noite, na qual afirma que Lula enfrenta um processo sem juiz, sugerindo que Sergio Moro não teria imparcialidade e seria um promotor a mais na equipe do procurador Deltan Dallagnol.

Leia abaixo:

Diante de todo o histórico de perseguição e violação às garantias fundamentais pelo juiz de Curitiba em relação ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não causa surpresa a decisão por ele proferida nesta data (20/9/2916) determinando o processamento da denúncia protocolada pelo Ministério Público Federal em 14/9/2916.
 
Nem mesmo os defeitos formais da peça acusatória e a ausência de uma prova contra Lula, como amplamente reconhecido pela comunidade jurídica, impediu que o referido juiz levasse adiante o que há muito havia deixado claro que faria: impor a Lula um crime que jamais praticou.
 
Esse é um processo sem juiz enquanto agente desinteressado e garantidor dos direitos fundamentais. Em junho, em entrevista, o procurador da República Deltan Dallagnol reconheceu que ele e o juiz de Curitiba são "símbolos de um time", o que é inaceitável e viola não apenas a legislação processual, mas a garantia de um processo justo, garantia essa assegurada pela Constituição Federal e pelos Tratados Internacionais que o Brasil se obrigou a cumprir. 
 
Na qualidade de advogados do ex-Presidente, apresentamos uma exceção de suspeição (5/7/2016) - ainda não julgada - e temos convicção nos seus fundamentos. Esperamos que a Justiça brasileira, através dos órgãos competentes, reconheça que o juiz de Curitiba perdeu sua imparcialidade para julgar Lula, após ter praticado diversos atos que violaram as garantias fundamentais do ex-Presidente.
 
Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira

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