Para líder do PT, Cunha pratica “golpe do golpe”

Em entrevista ao 247, deputado Sibá Machado (AC) diz que a bancada do PT avalia se compensa entrar judicialmente contra a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de adiar a instalação da comissão especial criada para analisar o impeachment; "Isso pode levar mais dias, e estamos querendo dar uma certa celeridade", comentou; para Sibá, Cunha "feriu o entendimento" que havia sido firmado entre os líderes ao tomar tal decisão; "Eu chamo isso de golpe do golpe"

Em entrevista ao 247, deputado Sibá Machado (AC) diz que a bancada do PT avalia se compensa entrar judicialmente contra a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de adiar a instalação da comissão especial criada para analisar o impeachment; "Isso pode levar mais dias, e estamos querendo dar uma certa celeridade", comentou; para Sibá, Cunha "feriu o entendimento" que havia sido firmado entre os líderes ao tomar tal decisão; "Eu chamo isso de golpe do golpe"
Em entrevista ao 247, deputado Sibá Machado (AC) diz que a bancada do PT avalia se compensa entrar judicialmente contra a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de adiar a instalação da comissão especial criada para analisar o impeachment; "Isso pode levar mais dias, e estamos querendo dar uma certa celeridade", comentou; para Sibá, Cunha "feriu o entendimento" que havia sido firmado entre os líderes ao tomar tal decisão; "Eu chamo isso de golpe do golpe" (Foto: Gisele Federicce)
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Gisele Federicce, 247 – O líder do PT na Câmara, deputado Sibá Machado (AC), acredita que a decisão do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de adiar a instalação da comissão do impeachment é parte do que ele chama de "golpe do golpe". A instalação da comissão, que seria ontem, foi adiada para hoje.

Cunha havia acertado com os líderes o rito do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, aceito por ele na semana passada. "Na segunda-feira ele muda tudo, por vontade própria. Mesmo que seja previsto no regimento, razão regimental não nos interessa. Ele feriu esse entendimento", criticou Sibá.

O motivo do adiamento foi o fato de uma ala do PMDB defender uma chapa alternativa a favor do impeachment, contra as indicações do partido anunciadas pelo líder da bancada, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), a maioria favorável ao governo Dilma.

Ao ser realizada nesta terça-feira 8, a instalação da comissão atrapalha ainda a sessão do Conselho de Ética, marcada para as 14h, que tenta pela terceira vez votar o relatório do deputado Fausto Pinato (PRB-SP) pela admissibilidade do processo contra Cunha, que pode resultar na cassação de seu mandato.

Questionado se esse seria, em sua opinião, um motivo que contou para a decisão de Cunha de adiar a instalação da comissão do impeachment, o líder do PT respondeu: "Mistura tudo agora né, achamos que está tudo misturado, interesse de todos os níveis. Eu chamo isso de golpe do golpe".

Sibá Machado também criticou a postura dos parlamentares da oposição, que haviam rompido com Cunha e defendido seu afastamento da presidência da Câmara, diante das denúncias de corrupção envolvendo seu nome. "O PSDB, que há duas semanas veio ao plenário dizer que não reconhecia mais o Eduardo Cunha para nada, agora se reaglutina com o Eduardo Cunha e tá aí o resultado".

Carta de Temer

O deputado foi comedido ao comentar a carta do vice-presidente, Michel Temer, à presidente Dilma Rousseff. "Eu chamo aquilo de desabafo", afirmou. O líder do PT disse acreditar que depois de "conversas", "as coisas vão continuar normais entre ele e a Dilma".

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