HOME > Poder

Pedida convocação de Palocci à Câmara

Deputado Moreira Mendes protocolou pedido de ida do chefe do Gabinete Civil Comisso de Fiscalizao para explicar multiplicao de seus bens

Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

Rodolfo Borges_247, de Brasília – O deputado Moreira Mendes (PPS-RO) protocolou na tarde desta segunda-feira um requerimento de convocação ao ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, para prestar esclarecimentos à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara sobre o expressivo aumento de sua renda nos últimos quatro anos. “Prestar esclarecimentos à Câmara é o mínimo que um ministro pode fazer. É no mínimo estranho (o aumento de renda). Eu gostaria de saber qual é a fórmula mágica”, ironizou o deputado.

O pedido de convocação deve ser avaliado na próxima reunião da comissão, marcada para quarta-feira. “A convocação ele não pode recusar”, lembrou Mendes, que reconhece que os líderes dos partidos da base governista vão trabalhar para derrubar o requerimento. O PPS também ingressa, nesta terça-feira, com representação na Procuradoria Geral da República (PGR) pedindo a abertura de inquérito para investigar “o suposto enriquecimento ilícito do ministro da Casa Civil”. “Se, como diz o ministro, o aumento de seu patrimônio é legal, ele poderia revelar para quem sua consultoria prestou serviços e quanto recebeu de cada cliente ao longo dos últimos quatro anos. Isso acabaria com qualquer dúvida sobre o caso”, diz o líder do partido na Câmara, deputado Rubens Bueno. Diante dos ataques, a senadora Marta Suplicy partiu em defesa de Palocci no Senado. Depois de ler em Plenário a nota em que o ministro explica a multiplicação de seu patrimônio, a senadora classificou a repercussão da matéria da Folha de S.Paulo como “oportunismo político” e, questionada sobre a possibilidade de o ministro ser convocado para dar explicações, disse que “no Congresso ninguém quer saber nada da realidade, só fazer marola”.

“Ele fez tudo legalmente, é um brasileiro que trabalhou legalmente. Declarou, pagou impostos e quando foi convidado para ser ministro levou seu patrimônio, sua declaração de renda à Comissão de Ética da Presidência da República e agora o próprio Sepúlveda (Pertence, presidente da comissão) declarou que tudo está bem, que não tem nada a investigar”, disse Marta, demonstrando nervosismo com as perguntas.