Pesquisa do Atlas Político mostra tendências positivas para Lula

A aprovação a Lula passa de 34% em agosto para os atuais 40,7%. Os contrários à sua prisão, passam de 37,7% em julho para 44,7%, agora, aponta o jornalista Fernando Brito, editor do Tijolaço

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Por Fernando Brito, editor do Tijolaço – A pesquisa feita pelo “Atlas Político” e publicada pelo El País, agora há pouco, sofre de um vício insanável: é feita pela internet, o que, embora esta esteja hoje muito popularizada, ainda deixa de fora uma parcela muito significativa da população, cuja ausência não pode ser corrigida por qualquer ponderação, já que não há como ponderar ausentes. Igual, não é difícil imaginar que estes excluídos são, a rigor, o excluídos em tudo, de baixíssimo poder aquisitivo e moradores das áreas mais carentes do país.

Dito isso, mais que de números exatos, ela pode servir-nos de indicador de tendência, sobretudo se compararmos a edições anteriores, feitas da mesma forma.

E o que ela revela é que a libertação de Lula estabeleceu um quadro de percepção sobre o ex-presidente – e sobre seus adversários – que tem leitura clara.

A aprovação a Lula passa de 34% em agosto para os atuais 40,7%. Os contrários à sua prisão, passam de 37,7% em julho para 44,7%, agora.

Jair Bolsonaro (visão positiva para 43, 6%) e Sergio Moro (48,4%) seguem em trajetória de queda, mais forte para o ex-juiz (ou ex-divindade, como queiram), que já tem uma visão negativa que encosta, na margem de erro, à da aprovação: 45,6%.

Os dois são governo e o governo, para os internautas entrevistados, vai mal: a criminalidade está aumentando no Brasil para 56,6% (ante 26,9% que veem diminuição) e a corrupção cresce para 52,1 %, contra 24,4% que acham que ela está diminuindo.

A imagem negativa do governo não para de subir e passou de 39,8 para 42,1% os que o julgam ruim ou péssimo, enquanto o ótimo ou bom fica apenas em 27,4%.

Pelas distorções que apontei, os valores numéricos devem ser vistos com boa reserva. Mas as tendências, estas só têm razões para serem mais fortes na realidade do que ali.

PS: Aqui, a íntegra da pesquisa.

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