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Pesquisador americano diz não entender defesa de tucanos por impeachment

Especialista em assuntos interamericanos, Peter Hakim avalia que as crises por que passam o governo e o PT não são motivos para o PSDB deixar de lado "princípios e estratégias" e "buscar ganhos táticos imediatos"; "Se escolher a segunda opção, o partido vai ser definido por sua oposição e pode ter dificuldade em ganhar eleições no futuro", diz; a tese do impeachment defendida por grande parte dos tucanos "é um mistério" para ele; "O impeachment irá danificar o PT, mas provavelmente não vai beneficiar muito o PSDB. Sob praticamente qualquer cenário que imagino, o PMDB será o principal beneficiário de um impeachment", diz

Especialista em assuntos interamericanos, Peter Hakim avalia que as crises por que passam o governo e o PT não são motivos para o PSDB deixar de lado "princípios e estratégias" e "buscar ganhos táticos imediatos"; "Se escolher a segunda opção, o partido vai ser definido por sua oposição e pode ter dificuldade em ganhar eleições no futuro", diz; a tese do impeachment defendida por grande parte dos tucanos "é um mistério" para ele; "O impeachment irá danificar o PT, mas provavelmente não vai beneficiar muito o PSDB. Sob praticamente qualquer cenário que imagino, o PMDB será o principal beneficiário de um impeachment", diz (Foto: Gisele Federicce)

247 – O pesquisador americano Peter Hakim, presidente emérito do instituto de análise política Inter-American Dialogue, com sede em Washington, afirma não entender por que grande parte dos tucanos embarcou na tese do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

"É um mistério para mim. O impeachment irá danificar o PT, mas provavelmente não vai beneficiar muito o PSDB. Sob praticamente qualquer cenário que imagino, o PMDB será o principal beneficiário de um impeachment", disse.

Em entrevista à jornalista Luciana Nunes Leal, Hakim avalia que as crises por que passam o governo brasileiro e o PT atualmente não são motivos para o PSDB deixar de lado "princípios e estratégias" e "buscar ganhos táticos imediatos".

"Meu ponto de vista é que o partido será mais forte e mais competitivo se mantiver princípios e estratégia e evitar perseguir ganhos táticos imediatos. Se escolher a segunda opção, o partido vai ser definido por sua oposição. Vai tornar¬se o partido anti¬PT, como a oposição ao chavismo na Venezuela, ou ao peronismo na Argentina, ou ao PRI no México. A menos que deixe claros sua doutrina e os procedimentos que pratica, o PSDB pode ter dificuldade em ganhar eleições no futuro e irá se tornar menos relevante", disse.

Leia aqui a íntegra.