PF criminaliza doações da Odebrecht ao Instituto Lula – e não ao Instituto FHC – e indicia ex-presidente

Além de Lula, foram indiciados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci e o presidente do Instituto, Paulo Okamotto. No entanto, a PF, que hoje é comandada por Sergio Moro, jamais viu nada de irregular nas doações da Odebrecht ao Instituto FHC

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Lula e FHC (Foto: Brasil247 | Valter Campanato/Agência Brasil)


Sputinik – A PF indiciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras três pessoas por corrupção e lavagem de dinheiro pelo recebimento de doações da Odebrecht ao Instituto Lula, que segundo o inquérito seriam propinas. 

O valor da transferência seria de R$ 4 milhões, feitos entre dezembro de 2013 e março de 2014, quando o petista não era mais presidente. Além de Lula, foram indiciados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci e o presidente do Instituto, Paulo Okamotto. O empresário Marcelo Odebrecht foi indiciado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. 

De acordo com o delegado Dante Pegorano Lemos, os recursos transferidos pela empresa sob a rubrica de "doação" teriam sido movimentados por uma conta-corrente informal de propinas, que Palocci manteria com Odebrecht. 

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Inquérito diz que dinheiro saiu da 'Planilha Italiano'

Segundo o relatório do inquérito, o dinheiro ao Instituto Lula saiu da chamada "Planilha Italiano", codinome do ex-ministro no alegado setor de propinas da empreiteira. 

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O delegado também citou delações feitas por executivos da Odebrecht, por exemplo Alexandrino Alencar, além do próprio Marcelo Odebrecht. Em seu depoimento, Alencar disse que tinha conhecimento de uma contabilidade paralela do grupo Odebrecht para pagamentos ao PT e ao ex-presidente.

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Em entrevista recente publicada pelo jornal O Globo, o ex-presidente da empreiteira minimizou a importância do suposto Departamento de Operações Estruturadas da companhia, que seria destinada ao pagamento de subornos. 

"Isso é folclore. Esse tal departamento de propina nunca existiu. A verdade é menos espetaculosa. Desde os anos 1980, bem antes de meu ingresso na empresa como estagiário, havia pessoas na Odebrecht que apoiavam os executivos na realização de pagamentos não contabilizados. Eram bônus não declarados para executivos, pagamentos em espécie a fornecedores, especialmente em zonas de conflito, investimentos em que não queríamos aparecer, caixa dois para campanhas, e eventualmente até propinas", explicou. 

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MP decidirá se apresenta denúncia ou não

A PF não indiciou Lula e os outros envolvidos pelas doações feitas por outras empresas. Agora, os autos serão submetidos ao Ministério Público Federal (MPF), que definirá se fará ou não uma denúncia à Justiça. Caso isso ocorra, um juiz avaliará se abre ou não uma ação penal. 

Lula já é réu em processo na primeira instância da Justiça Federal do Paraná que investiga se ele recebeu R$ 12,9 milhões em propina da Odebrecht por meio das compras de um terreno que abrigaria o Instituto Lula, em São Paulo, e uma cobertura vizinha à dele no Edifício Hill House, em São Bernardo do Campo (SP). O processo está em fase final e aguarda a sentença do juiz Luiz Antonio Bonat.

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