Planalto treme com redes sociais e desiste de anistiar caixa dois

Palácio do Planalto ficou assustado com o volume de críticas, externadas principalmente pelas redes sociais, ao projeto que pretendia conceder anista do caixa dois, bem como sobre o escândalo envolvendo Geddel Vieira Lima; "Caiu a ficha de que Temer está bem mais vulnerável do que se supunha", descreveu o colunista Lauro Jardim; na tentativa de contornar o estrago causado, talvez irreversível, o presidente Michel Temer dará entrevista coletiva, ao meio dia deste domingo, 27, ao lado dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e da Câmara Rodrigo Maia (DEM); os três vão oficializar o pacto para que a anistia não seja incluída no projeto que trata das dez medidas contra a corrupção

Brasília, DF, Brasil: O Presidente interino, Michel Temer, recebe, em seu gabinete, os presidentes do Senado, Renan Calheiros, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o líder do governo na Câmara, André Moura. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília, DF, Brasil: O Presidente interino, Michel Temer, recebe, em seu gabinete, os presidentes do Senado, Renan Calheiros, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o líder do governo na Câmara, André Moura. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Aquiles Lins)

247 - O Palácio do Planalto ficou assustado com o volume de críticas da população, externadas principalmente pelas redes sociais, ao projeto que pretendia conceder anista do caixa dois, bem como sobre o escândalo envolvendo Geddel Vieira Lima, que caiu após ter sido denunciado usando o cargo para obter vantagens pessoais. 

"Caiu a ficha de que Temer está bem mais vulnerável do que se supunha", descreveu o colunista Lauro Jardim sobre a situação do governo. 

Na tentativa de contornar o estrago causado, talvez irreversível, o presidente Michel Temer dará entrevista coletiva, ao meio dia deste domingo, 27, ao lado dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e da Câmara Rodrigo Maia (DEM).  Os três vão oficializar o pacto para que a anistia não seja incluída no projeto que trata das dez medidas contra a corrupção, iniciativa do Ministério Público Federal. A expectativa é de que o texto seja votado na terça-feira, 29, pela Câmara. 

"O Senado não vai votar qualquer projeto que envolva eventuais anistias de campanhas eleitorais, poupando o senhor presidente da República de veto ou sanção sobre matérias dessa natureza", avisou Renan, em nota, neste sábado.

Temer vinha sinalizando que respeitaria uma decisão do Legislativo a respeito do projeto (leia aqui). Porém, após ser acusado pelo ex-ministro Marcelo Calero de enquadrá-lo para ver atendidos interesses pessoais do então chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, deixou o presidente fragilizado.

 

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