PMDB esconde Temer em propaganda de TV
Para evitar ampliar o desgaste de Michel Temer, que registra uma rejeição de 89% nas redes sociais, o programa eleitoral do PMDB, que vai ao ar nesta quinta-feira (30), usará imagens de Temer, mas sem falas; objetivo é mostrá-lo como "o presidente certo na hora certa"; líderes do partido, como o presidente do Senado, Eunício Oliveira (CE), e o presidente do partido e líder da sigla na Casa, Romero Jucá (RR), ambos investigados na Lava Jato, terão destaque e afirmarão que o PMDB "assumiu a responsabilidade de comandar as reformas" e que o partido já conseguiu "dar um novo rumo ao país"
247 - A propaganda eleitoral que o PMDB levará à televisão nesta quinta-feira (30) não terá a participação de Michel Temer falando à população. Esta tarefa caberá a outros membros do partido que afirmarão que Temer não "fugirá" da reforma da Previdência. Para evitar ampliar o desgaste de Temer, que registra uma rejeição de 89% nas redes sociais, o marqueteiro do PMDB, Elsinho Mouco, optou por usar imagens de Temer, mas sem falas. O objetivo é mostrar "Temer como "o presidente certo na hora certa" e que ele "não tem mais que se justificar", ou dizer "como e a que veio".
"Essa reforma não é uma imposição, é uma necessidade, uma responsabilidade com o trabalhador brasileiro", programa para justificar uma das medidas mais impopulares que o governo do peemedebista deseja implantar. A proposta de reforma da Previdência tem enfrentado uma forte reação popular e dos trabalhadores, além de membros da própria base aliada já terem se posicionado contra as mudanças.
A peça publicitária também destacará o "diálogo" entre o Planalto e Congresso, além da "competência" da equipe econômica como fatores essenciais para destravar a economia e aprovar as reformas da Previdência e Trabalhista.
Dentre os peemedebistas de alto coturno que aparecerão na peça publicitária estão o presidente do Senado Eunício Oliveira (CE), e o presidente do partido e líder da sigla na Casa, Romero Jucá (RR), ambos investigados pela Operação Lava Jato. Enquanto Eunício falará que é tempo de "superar os conflitos, resgatar a confiança e reforçar a credibilidade nas instituições para dar continuidade às conquistas que já alcançamos nesse curto espaço de tempo". Jucá destacará que é preciso "dar um novo rumo ao país" e que o PMDB "assumiu a responsabilidade de comandar as reformas".
