PMDB loteia Secretaria de Governo, que Temer dará ao PSDB

Diante do risco iminente de perder a Secretaria de Governo da Presidência para o PSDB, o PMDB já começa a pressionar Michel Temer para reaver a pasta deixada por Geddel Vieira Lima; peemedebistas do alto escalão não aceitam a ideia de os tucanos igualarem o número de ministérios ao do partido do presidente, e insistem em dizer que a pasta é deles; contudo, a avaliação do Planalto, é de que, por trás deste discurso, a intenção é barganhar para ser 'compensado' pela perda do ministério com outros cargos; há um acordo para manter em seus respectivos cargos a secretária-executiva da pasta, Ivani dos Santos; e o chefe de gabinete, Carlos Henrique Sobral

Michel Temer
Michel Temer (Foto: Romulo Faro)

247 - Diante do risco iminente de perder a Secretaria de Governo da Presidência para o PSDB, o PMDB já começa a pressionar Michel Temer para reaver a pasta deixada por Geddel Vieira Lima em novembro. Peemedebistas do alto escalão, segundo o jornal O Globo, não aceitam a ideia de os tucanos igualarem o número de ministérios ao do partido do presidente, e insistem em dizer que a pasta é deles.

Contudo, a avaliação do Planalto, diz o jornal, é de que, por trás deste discurso, a intenção é barganhar para ser "compensado" pela perda do ministério com outros cargos. Na bancada do PMDB alguns deputados dizem que já existe um entendimento majoritário de que, 'em prol da governabilidade', a Secretaria de Governo deve ser mesmo entregue ao PSDB, para que Temer garanta apoio incondicional dos tucanos em tudo  que enviar ao Congresso.

Mas no caso de o PSDB assumir mesmo a pasta, com o deputado baiano Antônio Imbassahy, o PMDB já articula para manter sentinelas em postos estratégicos da Secretaria de Governo. Há um acordo para manter em seus respectivos cargos a secretária-executiva da pasta, Ivani dos Santos; e o chefe de gabinete, Carlos Henrique Sobral. Ambos continuariam a cuidar das demandas de 'varejo' dos parlamentares, mesmo com a eventual nomeação de um ministro do PSDB.

A grande maioria da bancada não gosta dessa posição para o PSDB, mas já entende, pela governabilidade. E a secretaria deve ser fatiada. As pessoas que cuidam da questão do dia a dia do governo devem permanecer por lá, pois já conhecem tudo. Alguns poucos deputados fazem barulho para conseguir algo a mais no governo. Mas o principal já foi superado – afirmou um peemedebista.

No PMDB, ainda de acordo com o Globo, o 'sonho de consumo' é tomar o controle do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), um dos mais cobiçados pela quantidade de recursos que movimenta e pela capilaridade nos estados e municípios. A pasta era comandada pelo ex-deputado Gastão Vieira (Pros-MA), que foi ministro de Dilma Rousseff e nomeado pela petista para o cargo em abril do ano passado.

Quando surgiram as movimentações para a troca na presidência do fundo, o PMDB reivindicou o cargo, mas Temer acabou escolhendo o indicado do prefeito de Salvador, ACM Neto, o ex-secretário de Urbanismo da capital baiana, Silvio Pinheiro (PSDB), que também coordenou a campanha de Neto à reeleição.

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