PMDB no Senado quer tirar Temer do comando do partido

Até então soberano no comando nacional do PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer, pode estar com os dias contados no posto de principal timoneiro da legenda; senadores articulam sucessão de Temer e Romero Jucá é o principal candidato para substituir o vice-presidente; turbulências internas no PMDB coincidem com as discussões sobre a saída do partido da base de apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff

03/09/2015 - 03-09-2015 Vice-presidente Michel Temer participa agora de debate sobre política em São Paulo. Foto: Romério Cunha
03/09/2015 - 03-09-2015 Vice-presidente Michel Temer participa agora de debate sobre política em São Paulo. Foto: Romério Cunha (Foto: José Barbacena)
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247 - Até então soberano no comando nacional do PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer, pode estar com os dias contados no posto de principal timoneiro da legenda. Reportagem do Estadão mostra que integrantes do partido no Senado já defendem nos bastidores a substituição de Temer.

Fator que contribui para esta articulação foi o adiamento, de novembro para março de 2016, do encontro que decidiria a permanência do PMDB na base do governo da presidente Dilma Rousseff. "Senadores do PMDB consideram que, após quase 15 anos de comando de Temer, ligado à bancada da Câmara, é preciso um rodízio na cúpula", diz o texto do jornal paulista.

Quem está de olho na cadeira de Temer é o senador Romero Jucá (RR), que tem apoio de colegas para suceder Temer. A insatisfação com o vice-presidente tem a ver com Eduardo Cunha (RJ).

Alguns peemedebistas acusam o presidente da Câmara de ser o responsável por vazamentos de trechos das investigações da Operação Lava Jato que respingaram no presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e no senador Jader Barbalho (PMDB-PA). Seria uma estratégia de dividir o foco das acusações e assim se manter no cargo.

Tirar Temer do comando do partido também significaria mostrar que o PMDB terá candidato próprio ao Planalto em 2018. Peemedebistas mais radicais afirma que no encontro do partido em novembro vão surgir ataques pesados contra a presidente Dilma.

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