Por que todos querem o apoio do PCdoB?

Festa de aniversrio de 70 anos do presidente do partido, Renato Rabelo (centro), contou com gente das mais diversas legendas; passaram por l Cndido Vaccarezza (PT), Gilberto Kassab (PSD), Jos Dirceu (PT), Jos Serra (PSDB) e Michel Temer (PMDB); estariam de olho no apoio dos comunistas em So Paulo?

Por que todos querem o apoio do PCdoB?
Por que todos querem o apoio do PCdoB? (Foto: Edição/247)

247 – O aniversário de 70 anos do presidente do PCdoB, Renato Rabelo, celebrado na noite desta segunda-feira no restaurante Praça São Lourenço, conseguiu reunir num mesmo lugar representantes das mais diversas frentes políticas do País. De partidos aliados históricos, como o ex-ministro José Dirceu (PT), até o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD, ex-DEM), o ex-governador José Serra (PSDB) e o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB). A lista é longa: também estavam por lá o pré-candidato do PT em São Paulo, Fernando Haddad, e o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, entre outros. Mais do que uma simples homenagem, a presença de tantas e tão variadas forças políticas na comemoração do presidente do PCdoB indica a importância que todos têm dado a uma aliança com o partido na sucessão da capital paulista.

O Partido Comunista do Brasil vem tentando costurar uma candidatura alternativa a PT e PSDB, encabeçada pelo vereador Netinho de Paula, com PDT, PP e PR, mas, apesar da popularidade do pagodeiro (que triplicou a audiência da RedeTV! na tarde do último sábado com a estreia de seu “Programa da Gente”) e de suas declarações em defesa da própria candidatura, a expectativa é de que o PCdoB fortaleça uma das três principais coligações de São Paulo. O apoio mais natural seria ao PT, mas os comunistas participam da prefeitura de Kassab e a candidatura de Gabriel Chalita, como comprovou a presença do vice-presidente Michel Temer à festa de Rabelo, não estaria tão distante das possibilidades do PCdoB.

O PCdoB deu sua maior demonstração de força nos últimos meses ao manter o controle do Ministério dos Esportes apesar da queda de Orlando Silva. O ministro Aldo Rebelo, aliás, também marcou presença na festa desta segunda-feira. Os comunistas não teriam tempo de tevê para sustentar uma candidatura própria em São Paulo sem alianças, mas seria um bom reforço para qualquer candidatura na cidade.

Não por acaso, o ex-ministro José Dirceu destacou as relações entre o PT e o PCdoB na noite de ontem. “Temos uma caminhada comum que já vem de décadas. Sempre trabalhei muito pela amizade entre o PT e o PCdoB e se o Lula foi presidente, se hoje temos a Dilma presidente e se o Brasil mudou é porque o PCdoB esteve conosco”, lembrou Dirceu.

José Serra, por sua vez, disse manter uma relação indireta com dirigente comunista desde os anos de 1960 e destacou que “independentemente de diferenças políticas”, mantém um grande respeito pelo líder comunista. Já Kassab destacou a “carreira e o espírito público” de Renato Rabelo.

Michel Temer também foi só elogios e insinuou conversas que podem levar o aliado em nível federal a virar aliado em nível municipal: “Tenho mantido vários encontros com ele e vejo, em primeiro lugar, a sua capacidade intelectual de formular políticas para o Brasil. Por isso é muito agradável, cívica e politicamente, encontrar com o Renato”.

Também marcou presença o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, segundo quem, apesar de terem “visões diferentes”, seu partido e o PCdoB mantêm relações duradouras da época da luta contra a ditadura militar e a redemocratização do país. “Nós, os comunistas e socialistas, somos antes de mais nada humanistas e defendemos a liberdade”, disse.

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