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Prefeito de Limeira, em São Paulo, pode ir para a prisão

Obrigado a se afastar do cargo por 90 dias, por suposto envolvimento em diversas irregularidades, Slvio Flix pode ter decretada sua priso e de seus familiares

Prefeito de Limeira, em São Paulo, pode ir para a prisão (Foto: WAGNER.MORENTE )

Fernando Porfírio _247 – Enquanto o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, se equilibra com dificuldade na corda bamba, o caldo pode engrossar para outro pedetista, o prefeito afastado de Limeira (SP), Sílvio Félix. Depois de ser obrigado a deixar o cargo por 90 dias, até que uma Comissão Processante investigue suposta responsabilidade do prefeito em irregularidades, Sílvio pode ter a sua prisão e a de membros de sua família decretada.

Em diligências feitas nas empresas do prefeito e de pessoas ligadas a ele, o Ministério Público encontrou documentos que podem envolver o prefeito e sua família em supostas práticas de crimes de quadrilha, falsidade ideológica, lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores, furto qualificado e sonegação fiscal.

Na semana passada, a mulher do prefeito, Constância Berbert Dutra, duas irmãs, dois filhos (Maurício e Murilo Félix da Silva) e mais seis pessoas foram presas, temporariamente, por decisão da 2ª Vara Criminal de Limeira. Na terça-feira, o prazo da temporária terminou, e como o Ministério Público não requereu a ampliação da prisão, os suspeitos foram soltos.

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público investiga a compra de imóveis em nome de laranjas e o uso de empresas de fachada para lavar dinheiro. O valor do patrimônio chega, segundo os promotores, a R$ 21 milhões. Entre os demais detidos estão um assessor e um contador do prefeito, funcionários, empresários e pessoas apontadas como laranjas de suposto esquema de corrupção.

A defesa ainda requereu, por meio de habeas corpus, a soltura dos suspeitos no Tribunal de Justiça de São Paulo e no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. Nos dois casos as liminares foram negadas. Na corte paulista, a decisão foi do desembargador Ruy Cavalheiro; enquanto no STJ o pedido foi negado pela ministra Laurita Vaz.

O promotor Cléber Masson, de Limeira, encaminhou parte da investigação para o procurador-geral de Justiça, Fernando Grella. O chefe do Ministério Público tem competência para investigar criminalmente o prefeito por delitos cometidos no exercício do cargo.

No cargo desde 2004, o prefeito já é investigado pela Procuradoria Geral da Justiça em quatro inquéritos criminais. Na Justiça sofre 11 ações civis públicas, que envolvem irregularidades na administração, como superfaturamento na merenda e nepotismo.

Entre as investigações estão supostos crimes de ocultação ou destruição de documentos públicos, entre eles o contrato com uma empresa particular para a construção de casas populares e também a contratação emergencial para compra da merenda escolar.