Presidenciável, Aécio já organiza sucessão mineira

Com o caminho livre para ser o candidato do PSDB em 2014, senador desiste da irm Andra Neves e escolhe a secretria Renata Vilhena (foto) como candidata ao Palcio da Liberdade; Minas ser trincheira essencial num confronto Dilma-Acio

Presidenciável, Aécio já organiza sucessão mineira
Presidenciável, Aécio já organiza sucessão mineira (Foto: Divulgação)

247 – Até recentemente, muitos analistas políticos apostavam que o senador mineiro Aécio Neves não seria candidato à presidência da República em 2014. Disputaria o Palácio da Liberdade, em Minas Gerais, onde poderia preservar seu estilo de vida festivo, sem ser incomodado pela imprensa local ou nacional. No entanto, desde o fim do ano passado, Aécio passou a dar demonstrações de que estaria disposto a enfrentar o PT em 2014 – seja contra Dilma Rousseff, seja contra Lula – já que não teria nada a perder, uma vez que foi eleito para um mandato de oito anos no Senado. Agora, com a definição de José Serra como candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, Aécio não tem mais opção. É candidato ao Palácio do Planalto em 2014, mesmo sabendo que se trata de missão dificílima, uma vez que Dilma tem mais de 70% de aprovação.

Seja como for, o trabalho de Aécio Neves começará por Minas Gerais, onde ele considera essencial preservar sua cidadela. E como o atual governador, Antônio Anastasia, não poderá mais se reeleger, ele terá que escolher um candidato competitivo. A primeira opção de Aécio era a irmã Andréa Neves – que, para muitos, foi a verdadeira governadora de Minas nos oito anos em que Aécio chefiou o Palácio da Liberdade. Mas ele foi aconselhado por aliados a evitar essa opção, que ressaltaria o caráter familiar da política de Minas.

Tudo indica, agora, que a candidata do PSDB ao Palácio da Liberdade será a executiva Renata Vilhena, que é secretária de Planejamento e Gestão do governo mineiro. Uma escolha que repetiria o processo de 2010, quando Aécio escolheu um quadro de perfil técnico, que era Antonio Anastasia – este só não pode se reeleger, porque assumiu o governo antes da eleição, quando Aécio se licenciou para fazer campanha para o Senado. De certa forma, Renata Vilhena é para Antônio Anastasia o que Anastasia foi para Aécio.

Sucessão em Belo Horizonte

A definição de Aécio Neves como o presidenciável do PSDB em 2014 tem repercussões também na política local e nacional. Ela empurra o PT para o apoio à reeleição de Marcio Lacerda, do PSB, em Belo Horizonte. Quadros do PT, resistentes à aliança com Lacerda, temiam que, em 2014, ele se aliasse a um candidato do PSDB ao Palácio da Liberdade. Agora, o mais provável é que Lacerda feche com a candidatura de Fernando Pimentel, atual ministro do Desenvolvimento, em 2014. Seu grande sonho é também ocupar o Palácio da Liberdade.

Numa eventual disputa entre Dilma e Aécio, dois candidatos mineiros à presidência da República, vencer em Minas será fundamental. E assim como Aécio e Anastasia farão de tudo para incensar a figura de Renata Vilhena, Pimentel também tende a ocupar mais espaços no governo federal.

Errata: Diferentemente do que publicamos neste texto, Renata Vilhena não é irmã de Carla Vilhena, jornalista da TV Globo. O erro já foi corrigido.

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