Primeiro mês de Bolsonaro tem crise e bate-cabeça
O governo de Jair Bolsonaro terminará seu primeiro mês marcado por divergências entre integrantes de sua equipe, um decreto polêmica (posse de armas), uma crise envolvendo um filho e incertezas sobre a agenda econômica
247 - O governo de Jair Bolsonaro terminará seu primeiro mês marcado por divergências entre integrantes de sua equipe, um decreto polêmica (posse de armas), uma crise envolvendo um filho e incertezas sobre a agenda econômica.
Ele terá ainda de lidar agora com os desdobramentos políticos provocados pelo desastre em Brumadinho (MG), após o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Vale, que levou a mortos e desaparecidos.
Bolsonaro já enfrenta, por exemplo, pressão de militares que não querem ser incluídos na primeira etapa da Reforma da Previdência. No caso decreto que flexibiliza a posse de armas, o vice-presidente, Hamilton Mourão, disse não acreditar que a medida diminuirá a violência, mais uma divergência com o presidente Jair Bolsonaro.
Segundo registro do UOL, o vice negou a possibilidade de que o Brasil participe de algum tipo de intervenção na Venezuela, diferentemente da pretensão de Bolsonaro. O vice também disse que a ideia de fechar a embaixada da Palestina em Brasília foi descartada.
Outra divergência ocorreu entre o ministro da Casa Civil, Onyz Lorenzoni, e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Este último defendeu que o apoio á reeleição de Rodirgo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara ocorre antes para ajudar no trâmite da Reforma da Previdência na Casa, enquanto Onyz resistia apoiar o parlamentar.
Onyx tentou minimizar o primeiro mês de governo. "O primeiro mês foi dentro do que estava programado. Ainda lá no mês de dezembro, na transição, nós apresentamos a agenda de governo, dos primeiros cem dias e a de governança", disse o ministro ao jornal Folha de S.Paulo. "Escolhemos 35 metas prioritárias, mas isso não quer dizer que sejam as mais importantes. São as entregas que nós pretendemos fazer até o dia 11 de abril, quando nós fechamos os cem dias de governo", afirmou.
O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) também mancha o chefe do Planalto. Fabrício Queiroz, ex-assessor do filho do presidente, fez uma movimentação financeira atípica de R$ 1,2 milhão feita durante um ano. O órgão verificou, ainda, que, entre junho e julho de 2017, foram efetuados 48 depósitos em dinheiro numa conta de do parlamentar que totalizam R$ 96 mil. O teor do documento foi divulgado pelo Jornal Nacional.
O clã Bolsonaro também é suspeito de envolvimento com milícias, que estariam ligadas com o assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (PSol).