PSDB do Senado considera “normal” adiar julgamento do TSE

O líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), afirmou que a sigla considera “normal e usual” que  julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE não seja concluído no próximo dia 6, quando sua análise será retomada; assim, a decisão dos tucanos sobre manter seu apoio no governo também será naturalmente postergada; o martelo só será batido, apontou, após um veredicto definitivo

Senador Paulo Bauer (PSDB-SC) sauda a instalação, na Câmara dos Deputados, de uma comissão para investigar denúncias de corrupção na Petrobras
Senador Paulo Bauer (PSDB-SC) sauda a instalação, na Câmara dos Deputados, de uma comissão para investigar denúncias de corrupção na Petrobras (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Em sintonia com as colocações do novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, que considera muito provável que haja um pedido de vista (mais tempo para análise) no julgamento do processo que pode cassar a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, o líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), afirmou que a sigla considera “normal e usual” que a ação não seja concluída no próximo dia 6, quando sua análise será retomada. Assim, a decisão dos tucanos sobre manter seu apoio no governo também será naturalmente postergada. O martelo só será batido, apontou, após um veredicto definitivo.

As informações são de reportagem de Cristiane Agostine, Vandson Lima e Fabio Murakawa no Valor.

“'Pedido de vista é normal, usual, inclusive no funcionamento do Congresso. Não há como recusar pedido de vista, permitindo que os ministros possam conhecer melhor o assunto antes de dar seu voto. Temos que entender que não será em prejuízo da ação', disse o líder nesta segunda-feira.

Assim, o PSDB não fará nenhum gesto precipitado, garante. “Teremos que aguardar. Mesmo que demore mais. Imagine se a gente não espera e o tribunal absolve o presidente?”, questiona. “E o presidente pode recorrer ao Supremo. E se o Supremo depois decide que ele não é culpado? Tem que esperar o trânsito em julgado”, concluiu.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), reiterou nesta segunda-feira que seu partido não deve decidir sobre um possível desembarque do governo federal antes do julgamento do TSE. Alckmin disse que o PSDB tem adotado uma 'atitude de cautela'."

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