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Psol entra com ação no STF para proibir interpretação golpista do Artigo 142 da Constituição

A ação proposta pretende fechar as portas para qualquer possibilidade de se instaurar um governo de exceção pelas Forças Armadas ou de civis apoiados por ela

Psol entra com ação no STF para proibir interpretação golpista do Artigo 142 da Constituição (Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil)

247 - O Psol ingressou nesta segunda-feira (13), no Supremo Tribunal Federal (STF), com uma ação para que seja considerada inconstitucional e criminosa a interpretação do artigo 142 da Constituição, segundo a qual as Forças Armadas seriam uma espécie de Poder Moderador, um árbitro em caso de conflito entre os Poderes. 

Na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), a legenda pretende que o STF reconheça a intepretação adequada do artigo 142 e reitere de maneira clara qual é a atribuição constitucional das Forças Armadas no Brasil, de modo a afastá-la de qualquer possibilidade de atuação (e intervenção) política. 

 A ação proposta também pretende fechar as portas para qualquer possibilidade de se instaurar um governo de exceção pelas Forças Armadas ou de civis apoiados por ela. Apesar de óbvio, pretende-se que se reconheça que qualquer ruptura (golpe) ou tentativa de ruptura (golpe) do regime democrático é inconstitucional e criminosa.

Na ação do Psol há ainda pedido para que se reconheça que a propagação ou incentivo de intepretações do art. 142 que coloquem em risco a Democracia brasileira e a atuação constitucional das Formas Armadas não estão protegidas pela imunidade parlamentar prevista no art. 53 da Constituição Federal, o que permitiria a responsabilização política, civil, criminal e administrativa dos parlamentares.  

A ação é assinada pelos advogados Walfrido Jorge Warde Júnior, Pedro Serrano, Rafael Valim, Georges Abboud, Gustavo Marinho de Carvalho e André Maimoni.  

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