PT diz que PMDB não pode ser governo e oposição

Presidente do PT diz que o PMDB "não pode estar no governo e fazer oposição ao mesmo tempo"; e rebateu as críticas do líder da bancada do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha, que nos últimos dias sugeriu "repensar" a aliança entre os partidos; "Não aceito que Cunha faça ultimatos a nós", disse Rui Falcão; Cunha rebateu: "Engraçado, sou agredido pelo Rui Falcão, respondo, aí ele vem e diz que não aceita ultimato? Quem está dando ultimato? Ele quer se fazer de vítima"

Presidente do PT diz que o PMDB "não pode estar no governo e fazer oposição ao mesmo tempo"; e rebateu as críticas do líder da bancada do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha, que nos últimos dias sugeriu "repensar" a aliança entre os partidos; "Não aceito que Cunha faça ultimatos a nós", disse Rui Falcão; Cunha rebateu: "Engraçado, sou agredido pelo Rui Falcão, respondo, aí ele vem e diz que não aceita ultimato? Quem está dando ultimato? Ele quer se fazer de vítima"
Presidente do PT diz que o PMDB "não pode estar no governo e fazer oposição ao mesmo tempo"; e rebateu as críticas do líder da bancada do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha, que nos últimos dias sugeriu "repensar" a aliança entre os partidos; "Não aceito que Cunha faça ultimatos a nós", disse Rui Falcão; Cunha rebateu: "Engraçado, sou agredido pelo Rui Falcão, respondo, aí ele vem e diz que não aceita ultimato? Quem está dando ultimato? Ele quer se fazer de vítima" (Foto: Gisele Federicce)
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247 – O presidente do PT, Rui Falcão, reagiu às críticas do líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), ao dizer que não aceitará "ultimatos" do deputado. Segundo Falcão, que falou ao jornal O Estado de S. Paulo, o PMDB "não pode estar no governo e fazer oposição ao mesmo tempo". O clima entre os dois partidos ficou tenso nessa semana, depois que o jornal O Dia publicou críticas de Rui Falcão aos peemedebistas, quem, segundo ele, estariam insatisfeitos porque não ganharam um novo ministério.

"Tenho divergência política com Eduardo Cunha porque o líder do PMDB, nosso principal aliado, não pode estar no governo e fazer oposição ao mesmo tempo. É preciso se definir", disse o presidente do PT ao Estadão. "Não aceito que Cunha faça ultimatos a nós. O que vai prosperar mesmo, na nossa expectativa, é a posição do setor do PMDB que defende a aliança com Dilma", acrescentou. Ontem, o deputado se reuniu com a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula em Brasília. Um dos temas do encontro foi o agravamento da crise com a bancada do PMDB na Câmara.

Apesar do clima tenso, Rui Falcão disse estar "otimista" de que os dois partidos estarão juntos nas eleições de outubro. Segundo ele, o período de reforma ministerial faz com que os partidos procurem manter ou mesmo ampliar seus espaços, o que cria, segundo ele, a "TPE, Tensão Pré-Eleitoral". "Mas o PMDB tem o vice-presidente da República e acredito que vá prevalecer a posição que deseja dar continuidade a esse projeto", comentou.

Eduardo Cunha rebateu, por meio de sua conta no Twitter, pouco tempo depois das últimas declarações de Rui Falcão: "Engraçado, sou agredido pelo Rui Falcão, respondo, aí ele vem e diz que não aceita ultimato? Quem está dando ultimato? Ele quer se fazer de vítima", acusou o líder do PMDB. 

Nos últimos dias, o deputado tem respondido as afirmações de que o partido estaria insatisfeito porque queria mais cargos. "A bancada do PMDB na Câmara já decidiu que não indicará qualquer nome para substituir ministros. Pode ficar tudo para o Rui Falcão", provocou na última terça-feira o líder do partido, que convocou a bancada para uma reunião na próxima terça-feira 11 a fim de discutir a aliança. Cunha também escreveu que é preciso "repensar" a aliança e disse que "onde passa o Rui Falcão, mais difícil fica a aliança".

O presidente do PT no Rio, Washington Quaquá, entrou nas discussões nesta quarta-feira 5. Ele alfinetou Eduardo Cunha ao dizer que ele faz parte da "banda podre" do PMDB e que o partido não pode ser "chantageado". "Nem o PMDB, que tem uma história no Brasil, nem o PT podem virar refém de gente como Eduardo Cunha", disse Quaquá. A resposta de Cunha veio hoje, pelo Twitter: "Não vou perder tempo e baixar o nível com um pilantra como esse QuaQua. Ele não é personagem de páginas políticas e sim de pags policiais".

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