PT e do PC do B querem monitorar violência eleitoral contra LGBTs

A secretaria LGBT do PT e a do PCdoB estiveram em reunião com a Diretoria LGBT da Secretaria de Direitos Humanos, com o intuito de propor medidas de prevenção e de orientação as vítimas de violência, além do acolhimento de denúncias e seu respectivo monitoramento através do Disque100; de acordo com o Grupo Gay da Bahia (GGB), 445 pessoas deste segmento morreram em 2017 por causa da homofobia

PT e do PC do B querem monitorar violência eleitoral contra LGBTs
PT e do PC do B querem monitorar violência eleitoral contra LGBTs (Foto: Divulgação)

247- A secretaria LGBT do PT e a do PCdoB estiveram em reunião com a Diretoria LGBT da Secretaria de Direitos Humanos (antigo Ministério dos Direitos Humanos), com o intuito de propor medidas de prevenção e de orientação as vítimas de violência, além do acolhimento de denúncias e seu respectivo monitoramento através do Disque100. De acordo com levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) foram mortos em 2017 por causa da homofobia, uma vítima a cada 19 horas. As estatísticas representam um aumento de 30% em relação a 2016 (343 casos). Em 2015 foram 319 LGBTs assassinados, contra 320 em 2014 e 314 em 2013. Outro dado apontou que os crimes violentos contra essa população em 2017 é três vezes maior do que há 10 anos, quando foram identificados 142 casos.

De acordo com secretária LGBT do PT, Janaina Oliveira, "é preciso conscientizar as pessoas de que incitar o ódio e a violência não é uma posição pessoal ou política, mas um atentado a vida das pessoas, pois esse discurso vem impulsionando e naturalizando a prática da violência em nossa sociedade, e o que vemos hoje são várias vítimas, diariamente ameaçadas, agredidas e até mortas por suas posições políticas ou apenas por existirem.

Segundo a diretora de promoção dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais da Secretaria de Direitos Humanos, Marina Reidel, "neste período eleitoral temos recebido diversas denúncias de violência contra a população LGBT e estamos construindo estratégias conjuntas pois acreditamos num país livre e democrático de direitos onde não podemos cultuar e cultivar os discursos de ódio é intolerância à grupos historicamente discriminados na sociedade brasileira".

"Portanto essa reunião é o início de um diálogo para essa construção, independente de posições políticas, partidárias e sociais precisamos unir forças para construção de uma cultura de paz. Este é o verdadeiro papel de cidadãos e cidadãs conscientes principalmente no respeito à Constituição que em um dos artigos promove o Direito de ir e vir, o exercício da democracia e uma vida melhor", acrescenta Reidel.

O secretario LGBT do PCdoB, Andrey Lemos, afirmou que "enquanto Dirigente partidário e militante dos movimentos sociais estamos procurando fazer nosso papel nessa quadra histórica onde a violência, o ódio e a mentira tem servido de armas numa campanha, e lamentavelmente a população negra e LGBT se encontra numa situação de alta vulnerabilidade, precisamos encontrar mecanismos de proteção da vida da nossa população".

*Com informações da Agência de Notícias do PT

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