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PT pode rifar Eduardo Suplicy em 2014

Senador pode perder direito a concorrer pela legenda, numa composição que visaria atrair o PMDB, de Gabriel Chalita, ou o PSD, de Gilberto Kassab; tudo de olho, evidentemente, na conquista do Palácio dos Bandeirantes

PT pode rifar Eduardo Suplicy em 2014 (Foto: Waldemir Barreto)

247 - Senador pelo PT desde 1991, Eduardo Suplicy pode perder a legenda em 2014. Isso porque, de olho no Palácio dos Bandeirantes, o partido estuda fechar uma composição com o PMDB, de Gabriel Chalita, ou com o PSD, de Gilberto Kassab. Quem aponta essa possibilidade é o próprio Suplicy, numa entrevista a Josias de Souza. Confira trechos:

Em que momento surgiram dúvidas sobre a vontade do PT de tê-lo como candidato em 2014? Há cerca de um mês, numa entrevista ao ‘Valor Econômico’, fui surpreendido porque o presidente nacional do meu partido, autoridade máxima da legenda, disse que em 2014 o PT poderia abrir mão da candidatura ao Senado. Como estará em jogo naquele ano apenas uma vaga de senador, ficou implícito que ele se referia à vaga ocupada por mim. Disse que poderia ceder a vaga de candidato ao Senado numa composição com outro partido.

- O sr. não reagiu? O presidente Rui Falcão compareceu a uma reunião da nossa bancada no Senado, hoje somos 12 senadores. Eu disse a ele, perante todos: Rui, você fez uma declaração sobre a qual eu gostaria de ter sido consultado antes.

- E ele? Respondeu numa boa. Disse: ‘Olha, você também não me consultou previamente ao declarar que vai ser candidato ao governo de São Paulo em 2014.

- Mas o sr. tem a intenção de disputar o governo paulista? Eu expliquei para ele o que tinha acontecido. Na semana anterior, um repórter me fez uma visita no meu gabinete e me perguntou a respeito de 2014. Eu respondi que, se estiver com a boa saúde que estou hoje, a partir de 2013 estarei perguntando às pessoas que trabalham comigo, à população de São Paulo e aos filiados do PT o que acham melhor: se vou fazer conferências e escrever livros, se vou cantar com meus filhos Supla e João –às vezes brinco de cantar junto com eles—, se continuo meu trabalho no Senado ou até se me candidato ao governo de São Paulo. E o repórter simplesmente colocou numa matéria sobre o PT que eu seria candidato ao governo de São Paulo. Eu expliquei esse contexto ao Rui.

- Mas, afinal, o governo de São Paulo está nos seus planos? Depois dessa manifestação do presidente do meu partido, eu pensei muito nesse último mês. A conclusão a que cheguei é que serei candidato à reeleição para o Senado. É o que mais combina com os objetivos que tenho traçado para minha própria vida. Me permite maior mobilidade para, por exemplo, como presidente de honra que sou da Rede Mundial da Renda Básica, continuar viajando e atendendo aos convites que recebo para fazer palestras no Brasil e no exterior.