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PT quer isolar Pizzolato dos condenados na AP 470

A prisão do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, na Itália, na semana passada, com documentos falsos e a descoberta de um plano de fuga que remonta a 2007, cinco anos antes do STF sentenciar  os envolvidos na Ação Penal 470, tem levado membros do partido a tratarem a situação de uma forma diferente dos demais envolvidos, tentando isolar Pizzolato dos demais condenados; "A fuga do Pizzolato não diz respeito a nada do PT. É um problema que está a cargo da Justiça e da polícia internacional. Esta questão não envolve o PT nem tangencialmente, nem lateralmente", disse o presidente do PT em São Paulo, Emidio de Souza

A prisão do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, na Itália, na semana passada, com documentos falsos e a descoberta de um plano de fuga que remonta a 2007, cinco anos antes do STF sentenciar  os envolvidos na Ação Penal 470, tem levado membros do partido a tratarem a situação de uma forma diferente dos demais envolvidos, tentando isolar Pizzolato dos demais condenados; "A fuga do Pizzolato não diz respeito a nada do PT. É um problema que está a cargo da Justiça e da polícia internacional. Esta questão não envolve o PT nem tangencialmente, nem lateralmente", disse o presidente do PT em São Paulo, Emidio de Souza (Foto: Camila Nunes)
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247 - A prisão do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, na Itália, na semana passada, com documentos falsos e a descoberta de um plano de fuga que remonta a 2007, cinco anos antes do o Supremo Tribunal Federal (STF) sentenciar  os envolvidos na Ação Penal 470, mais conhecida como escândalo do mensalão, tem levado membros do partido a tratarem a situação de uma forma diferente dos demais envolvidos. Enquanto os membros da cúpula petista que foram sentenciados contam com o apoio do partido contra o que chamam de “julgamento político, o caso de Pizzolato vem tentando ser “isolado” dos demais pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em função do constrangimento provocado pela sua fuga para a Europa.

"A fuga do Pizzolato não diz respeito a nada do PT. O governo brasileiro está tomando as medidas para providenciar a extradição. É um problema que está a cargo da Justiça e da polícia internacional. Esta questão não envolve o PT nem tangencialmente nem lateralmente", afirmou o presidente do diretório estadual do PT em São Paulo, Emidio de Souza.  

Ao longo da semana, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Vicentinho (SP) havia dito que a fuga de Pizzolato resultara em um sentimento de vergonha e constrangimento para a militância. “Estou comparando a situação dele com as dos outros, quando foge parece que você está assumindo a culpa. É um sentimento de vergonha e constrangimento que fica para a militância do PT. Estamos defendendo a tese da inocência, combatendo o que foi feito no julgamento, então ele não tinha que ter fugido, tinha que ter ficado aqui junto com os outros fazendo o debate", desabafou.

O líder do PT no Senado, Wellington Dias (PI), também tenta distanciar o posicionamento do partido dos demais condenados da situação vivenciada por Pizzolato. "O caminho dos demais presos de se apresentar voluntariamente foi o mais adequado", observou  o senador.  Para dias, a fuga do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil teria sido motivada por “foro íntimo. Até o momento, o PT ainda não se manifestou oficialmente sobre Pizzolato.

Enquanto o PT tenta se distanciar, a Polícia Federal tende a aprofundar as investigações em condições da fuga de Pizzolato. Os investigadores buscam identificar a participação de amigos e familiares que teriam dado proteção e apoio a Pizzolato ao longo do tempo em que ficou foragido. Os agentes também estão vasculhando indícios de contas bancárias no exterior e analisando as operações financeiras em nome do ex-diretor e de familiares.