PT tem menos pastas, mas mantém maior fatia
Reforma da presidente Dilma Rousseff fez com que o partido ficasse com menos ministérios no segundo mandato, mas pastas que serão comandadas pela legenda continuarão com a maior fatia dos investimentos do governo federal; no primeiro governo, parcela foi de pouco mais de 44%; no segundo, se for mantida a média, continuará a ser de um quinto do dinheiro disponível, segundo cálculos da FGV; pastas com maior orçamento, a Saúde deve ser mantida com o PT (Arthur Chioro); já a Educação, o partido perdeu para Cid Gomes, do Pros
247 – O PT ficará no comando de menos ministérios depois de concluída a reforma da presidente Dilma Rousseff para o segundo mandato. O partido, no entanto, deverá ter a mesma fatia de investimentos disponíveis no governo federal, se comparado com o primeiro governo Dilma, de acordo com cálculos da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Conforme mostra reportagem da Folha de S. Paulo deste domingo, os ministérios controlados pelo PT representavam mais de 44% do dinheiro disponível para investimentos pelo governo federal. Com as mudanças do segundo mandato, a legenda perde pastas, mas deve manter cerca de um quinto dos recursos.
Pastas que levam a maior fatia, a Saúde deve continuar sob o comando de Arthur Chioro, na cota do PT; já a Educação, o partido perdeu para Cid Gomes, do Pros. O PMDB, principal aliado do governo, ganhou uma sexta pasta, mas também deve ter o mesmo controle do primeiro mandato: pouco mais de 5% dos investimentos.
O PP, que administra o ministério das Cidades, e o PR, o dos Transportes, terão o mesmo espaço no governo e na divisão do dinheiro que tinham no governo Lula. Os petistas também foram os que tiveram mais recursos liberados pelo Congresso para o governo investir nos primeiros quatro anos do governo Dilma.
Ao trocar o PP, no ministério das Cidades, para o PSD de Gilberto Kassab, a presidente visa dar poder de fogo a mais partidos, diminuindo, assim, a influência das duas maiores legendas da coalizão: PT e PMDB.