PT vê oposição confusa

Resoluo aprovada neste sbado pelo diretrio nacional menciona fragilidade de DEM e PSDB e destaca preparao para eleies de 2012

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Rodolfo Borges_247, de Brasília – O diretório nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou o início da tarde deste sábado a resolução política que embasará o congresso do partido neste ano. O texto destaca a importância da realização de “uma reforma político-eleitoral com participação popular”, além da aprovação de uma reforma tributária e da “Comissão da Verdade e da Justiça” pelo governo – a parte “da Justiça” já não consta nos planos do governo desde o ano passado e foi retirada para amenizar o incômodo dos militares.

Também mereceram destaque as eleições municipais de 2012, quando “se nos impõe o desafio de responder às disputas locais de forma articulada com o projeto nacional quem vem recebendo o apoio da maioria do povo brasileiro”. A ideia é se aproveitar da “fragmentação” da oposição. “O esvaziamento do DEM, desidratado pelo lançamento do PSD em formação, acena para eventual fusão com o PSDB. Envoltos numa guerra de cúpula pelo comando do partido e às voltas com a debandada de seis vereadores paulistanos, os tucanos debatem-se à procura de um rumo para a oposição”, diz o texto, diagnosticando uma “profunda crise de identidade” na oposição, “órfã de um programa oposicionista”.

O diretório nacional do PT pondera, contudo, que “a dispersão, a tática confusa, a fragilidade aparente dos oponentes não nos deve levar a subestimá-los”. No documento, o partido também aproveita para limpar a barra do governo Dilma no aumento da inflação e na valorização do real frente ao dólar. “O combate à inflação não implica sacrificar as políticas de desenvolvimento social do governo, que requerem um crescimento do PIB entre 4% e 4,5% este ano (...) O PT considera correta a orientação geral que o governo vem imprimindo, sobretudo sua decisão de manter as políticas de geração de empregos e distribuição de renda”, diz o documento.

Reformas

O partido também destacou a importância de debater o marco regulatório para as comunicações, as propostas de reforma do ICMS, a desoneração das folhas de pagamento e o aumento do teto do Super Simples, no âmbito da reforma tributária. Na reforma política, o PT defende o financiamento público exclusivo de campanha, o fim das coligações proporcionais e fortalecimento dos instrumentos de participação popular, como referendos e plebiscitos.

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